Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

whstutz@gmail.com



Este Blog é independente, sem vínculo oficial com instituição alguma.
Todos
estão convidados a contribuir com informações de interesse coletivo.





terça-feira, 25 de novembro de 2014

Prestação de serviço social



COMUNICADO

Como forma de
prestar um serviço social, a Prefeitura de Uberlândia, solicita apoio dos
veículos de comunicação da cidade para divulgar a foto de uma senhora que
encontra-se internada no Hospital Santa Marta sem nenhuma identificação.                    
 
senhora aparenta ter aproximadamente 80 anos (foto em anexa). A mesma não se lembra do seu nome, assim como do seu endereço, telefones de contato, bem como também não se lembra de nenhuma informação de amigos ou  familiares.

21/11/2014






Secretaria Municipal de Comunicação Social
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600, Uberlândia /
MG
(34) 3239-2684 / 2441 / 2883

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Bicho da carneira



Não tem coisa melhor nesse mundo do que viajar. Poder ser a trabalho ou a passeio, não importa. Quer dizer, importa um pouco sim. A passeio, de férias, o tempo é seu e você faz dele o que quiser. O relógio não fica ali te vigiando, sussurrando o tempo que passa beirando seus olhos e mostrando que os compromissos não serão cumpridos no horário. Férias é férias, nada melhor. A viagem a trabalho, apesar de apertada em fazeres também oferece momentos deliciosamente especiais, principalmente quando você se relaciona com gente de diferentes costumes e sotaques.

Recentemente, na colorida e quente Montes Claros. O pessoal que estávamos a treinar era principalmente da região norte/nordeste das nossas Gerais. Todos com histórias para contar e cantar. Final de tarde, hora de prosa e trocar casos, acontecidos ou não. No campo, durante trabalho também surgiam casos, maneira de amenizar o peso do sol chapado na cabeça e costas, de matar sede sem água, de enganar fome, transformar o aparentemente sofrido em alegre fazer.

Tarde dessas em meio a toras, telhas e entulho, cavando feito tatu em busca de escorpiões, um companheiro de labuta da pequena Pedra Azul – incrustada no vale do Jequitinhonha – se põe a contar história antiga do Vale. O contador no caso era um negro ébano. Três de mim, forte, fala alta. Como diz amigo dr. Thogo, de fazer poema com seu sorriso de puro marfim reluzente. Figuraça! Bom de ficar junto. Apesar do tamanho e ser vociferador, homem de muita paz, sereno. Casado com alemã, conta orgulhoso que seus filhos pequeninos falam fluente alemão com sotaque de mineiro. Seus olhos merejam ao lembrar que toda noite os dois o cobrem de beijos com despedida de boa noite:

— Gute nacht papa, träume von engeln.

De nome Luiz, de Pedra Azul, conta que há muito tempo atrás, certo moço resolveu arrear mula e sair em plena sexta santa. A mãe preocupada implorou que ele não fizessse isso, pois era pecado naquele dia sagrado. Desaforado, o moço esbravejou bufão dizendo que arreava a mula ou até ela, a própria mãe, se quisesse. De raiva assim fez, arreou a mãe e desfilou com ela pela cidade para horror de todos. A velhinha morreu de desgosto.

Não foi nada não. Passado pouco tempo o rapaz também morreu de repente e sua cova ou carneira foi coberta por fios de cabelos brancos que contam ser da mãe, que mesmo humilhada ali se pôs a proteger o filho. Contam também que toda sexta santa, um rapaz muito bonito ronda a cidade à noite. Entra em restaurantes e come por 40 homens e manda a conta para seus parentes, os Antunes.

Os antigos sabem que devem, naquela noite, colocar prato de comida à porta de casa para saciar a fome castigo imposto eternamente a esta atormentada alma. Claro, existem várias versões da mesma história e pelo que vi e ouvi cada um, em Pedra Azul, tem sua própria. Esta foi a que ouvi do novo amigo Luiz.

Então, viajar são várias dentro de uma. Avexe não. Pega a estrada, eterno aprendizado. Essa em particular vai para Murilo Antunes, amigo e grande compositor. E claro, eterno pato“ na sinuca, palavras de Chico Marcos (sem ressentimentos, Murilo).







Publicado Jornal Correio em 23/11/2014



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Contratação de epidemiologista




Por favor divulgar

A OPAS e a gerencia do PNI nas Américas, estão selecionando 02 epidemiologistas para trabalhar com as atividades de controle do sarampo no Ceará, por um período de 3 meses.
Condições de trabalho
Tempo integral
Salário mensal 4700 dólares
Diária e passagem aérea e deslocamentos/ O candidato deve ter experiência em vigilância epidemiológica.
Os interessados devem procurar o Prof José Cassio de Moraes pelo email: jcassiom@uol.com.br, que ficará encarregado de encaminhar ao escritório central da OPAS.
Para melhor avaliação juntar um pequeno curiculo.


--
Maria Amelia de S.M.Veras, MD, MPH, PhD
Profª Adjunta, Depto de Medicina Social, FCMSCSP
Rua Dr. Cesario Mota Jr. 61, 01221-020
São Paulo, SP, Brasil

terça-feira, 16 de setembro de 2014

14ª Expoepi




"Prezados,

Informamos que as inscrições para a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças – EXPOEPI, que será realizada de 28 a 31 de outubro, já estão abertas e todos os trabalhadores da Secretaria de Vigilância em Saúde são nossos convidados para o evento.

Faça já sua inscrição pelo site http://www.expoepi.org/inscricoes/ e venha prestigiar a nossa Mostra. Você faz parte desse sucesso! "

Comissão Organizadora da 14ª Expoepi.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ranking do Saneamento




Divulgando para conhecimento. Interessante estudo sobre Avaliação dos serviços de saneamento básico prestados nas 100 maiores cidades do país, especialmente em água tratada, esgotamento sanitário e nas perdas de água.


 
Ranking do Saneamento
Estudo:  Divulgado Agosto/2014




Fabiana Godoy Malaspina
Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos - VIGIPEQ
Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental - CGVAM
Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador - DSAST
Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde
SCS Q.4 BL.A Lote 67/97, 5º andar - Ed. Principal

terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Jornal


Monstera saborosa foto
William H Stutz

Relendo deliciosa coluna de Ivan Santos de vinte e nove de julho bem cedo. Sou dado a guardar leituras que me agradam, volta e meia retorno a elas. Cada leitura parece diferente.
Do nada um “plaft”. Conhecedor da origem do barulho me levanto manso busco caminho da porta.
Jornaleiro madrugador esse. Da chegada do jornal só escuto o tombo dele aterrissando em minha varanda, imagino o aranzé, milhões de letrinhas se espalhando pelo piso, confusão generalizada para, às pressas voltarem ao lugar e remontarem palavras, talvez seja por isso que quando em vez encontramos letras trocadas, nada a ver com revisão, não deu foi tempo de chegar ao lugar certo. Fotos às vezes saem em locais errados, deve ter sido o balanço.
Posso usar como despertador nosso entregador de jornal, mas se assim fizesse chegaria cedo demais ao trabalho.

Saio cedinho às vezes dia abre bocejo multicolorido bem a leste quando pego rumo, o dia ainda com preguiça de amanhecer, mas junto ao portão, lá está meu exemplar do CORREIO.

Quando em vez me permito sono mais profundo, sábados, domingos, feriados fico mais um tempinho deitado, mas logo e, como relógio suíço me vem o aquele “plaft” do jornal atirado com precisão de mira laser e o arrancar da moto do entregador de notícias.
Durante a semana, ou estou no banho, ou longe no quintal a conferir orvalho a escorrer em imbés de largas folhas, às vezes trocando água do bebedouro dos passarinhos que já se acostumaram com essa fonte de água e saem de longe para saciar sede de garganta seca de fumaça de carro e queimadas. Ninguém vejo.

Por falar em imbé, ano passado ganhei de amigo de longa data, Zé Mesquita uma muda de Monstera saborosa a folha é de tamanho e aspecto jurássico e ainda dá fruto que, segundo meu querido Zé – Doutor de olhos – médico competente que com sabedoria cuida das vistas para que as pessoas não percam a beleza da vida e possam não apenas ver, mas enxergar.
Era a fruta preferida da princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, ufa! Isso não é um nome, é escalação de time de vôlei com reserva e tudo. Esta linda planta também é fonte de orvalho a matar sede de joaninhas e pequenos passarinhos.

Recolho jornal no alpendre. Já percebeu que jornal recebido em casa também é fantástico indicador meteorológico? Se vier com saquinho de plástico, a chance de chover é imensa, se vem só com gominha amarela é sol certo.

Mas voltando à coluna de Ivan de “Campanha eleitoral morna”. Por uma coincidência logo hoje, mais de mês depois da publicação, me deparo em esquina, monte de moças bonitas, de pernas de fora apesar do frio matinal a abanar bandeiras de candidato. Sempre fico com um aperto na garganta quando vejo cenas como esta, repetidas de dois em dois anos. O que será que passa na cabeça das meninas? Quanto vale tamanha exposição pública?

Quanto ao vizinho de bairro de Ivan que disse que só vota em quem criar a figura de “Mamãe Noel”. Acrescento. Tem também que corrigir uma aberração criando a “coelhinha da páscoa”, afinal onde nesse ou em outro mundo que coelho macho bota ovo?


Publicado Jornal Correio em 7 de Setembro de 2014








https://drive.google.com/file/d/0B3a7BJIdLwOhRkZXaXIwdnVJUGs/edit?usp=sharing

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Atender ou cuidar?



Podem parecer sinônimos, longe disto são. Vamos à didática. Um é verbo intransitivo, outro transitivo. Na gramática de nossa pátria língua, verbo é aquela palavrinha que designa, indica ação, situação ou mudança de estado. Esta definição, por si só, separa bem as duas palavras. Atender é prestar atenção, ter em consideração, zelar de alguma coisa.

Cuidar é bem maior. Vai além. É imaginar, supor, pensar, meditar sobre, ter cuidado, demonstrar interesse.
Bom, serve também para os idólatras quando usado como verbo pronominal.

É de bom alvitre esclarecer que não fui eu que escolhi tais significados. Estão em qualquer bom dicionário. Aquela coleção organizada, em ordem alfabética, de palavras ou outras unidades lexicais que muitos detestam consultar.
Mas deixemos essas chatices linguísticas de lado e vamos ao ponto.

Imagine um filhote de passarinho caído de ninho aquecido em suas mãos protetoras. Você está atendendo a esse serzinho trêmulo em pânico abandono ou está cuidando dele? O atender chega a ser algo frio, se não com ponta de desprezo. Às vezes, uma penosa e irritante obrigação. O cuidar alberga, é holístico, transfere bem-estar e segurança.
Começo para nos definir, servidores públicos da saúde. Nobre função quando aprendemos ou já nasce conosco o prazer pelo cuidar.

Um simples telefonema, trazendo uma angústia, um problema, deve ser cuidado com o carinho que bem merece. Acontece toda hora por aqui. Um morcego, um escorpião ou uma cobra, quanto pânico podem trazer para quem está do outro lado da linha em busca de cuidado, de ajuda em sua aflição. O que para nós é rotina, para quem se depara com os bichos é confronto.

Vamos mais longe. Você gostaria de ser atendido por um médico ou cuidado por este profissional?
Eu escolho o médico cuidador. Aquele que te ampara por completo, que te olha nos olhos e que verdadeiramente te escuta. Arrisco a dizer que, grande parte da cura (ou não) começa na consulta. Se começa por um estranho avaliando outro, não pode dar muito certo. Carece afeto no sentindo amplo da palavra. Aqui, estendo a todos nós servidores públicos, que temos por ofício cuidar das aflições das gentes.

Se dependesse de mim, seríamos chamados de Cuidadores Públicos e com muita honra. Citei médicos, mas falo de todo profissional ligado ao serviço público ou não. Quando aprendemos a cuidar nos tornamos realizados, felizes e completos.

Aquele bom dia sereno seguido do nome do servidor/cuidador que fala ao telefone é o começo de uma relação que pode ser agradável ou um terror. As portas do serviço público são os primeiros contatos. Um rugido mal-humorado coloca o munícipe na defesa. Fecho com palavras do dr. Antonio Carlos Lopes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica: “A medicina é humana em sua essência, feita de humanos para seres humanos. Não é possível mais assistir à sua fragmentação em duas medicinas – uma para os pobres e outra para os ricos. Dar e receber assistência médica de qualidade e universal, mais do que um anseio, é um direito de todos.”

A vida deveria nos preparar sempre para cuidar. Quanto a atender? Deixa que a porta eu abro.






Publicado no Jornal Correio em 24 de Agosto de 2010

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Terapia gênica restaura visão

Terapia gênica restaura visão de portadores de cegueira congênita

Por Karina Toledo, de Campinas
Agência FAPESP – Mais de 20 portadores de um tipo de cegueira causada por um defeito genético e conhecida como amaurose congênita de Leber (ACL) voltaram a enxergar graças a um tratamento desenvolvido por pesquisadores da University of Pennsylvania e do The Children’s Hospital of Philadelphia – ambos nos Estados Unidos.
Um dos líderes do grupo é o brasileiro Valder Arruda, que apresentou resultados dos testes já realizados durante o evento “Advanced Topics in Genomics and Cell Biology”, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com apoio da FAPESP.

“Demonstramos a segurança e a eficácia do tratamento e estamos na fase de encontrar a dose capaz de ter efeito terapêutico em todos os pacientes. Acredito que essa possa ser a primeira terapia gênica aprovada para uso comercial pelo FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária americana]”, disse Arruda, ex-professor da Unicamp e atualmente docente da University of Pennsylvania. Até chegar a essa fase, foram muitos anos de estudo e ensaios.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vacina contra a malária

Vacina contra a malária pode começar a existir no próximo ano

Eficácia da vacina não é completa mas terá alto impacto em países com índices elevados da doença, afirma especialistas

Eficácia da vacina não é completa mas terá alto impacto em países com índices elevados da doença, afirma especialistas Foto: Reuters / Reuters
O Globo com Agências Internacionais

A primeira vacina do mundo contra a malária pode começar a existir já no próximo ano. A afirmação ocorre após experimentos com uma nova droga que mostraram resultados promissores. Em publicação na revista cientifica PLoS Medicine, os pesquisadores mostraram que para cada mil crianças que receberam a vacina, 800 casos da doença podem ter sido evitados. Além disso, a proteção permaneceu por 18 meses após a injeção.

Uma indústria farmacêutica, a GlaxoSmithKline (GSK), já pediu aprovação regulatória para a fabricação.

— Este é um marco — afirmou Sanjeev Krishna, professor de parasitologia molecular e medicina na Universidade de Londres — O cenário de desenvolvimento da vacina da malária está repleta de cadáveres. Precisamos manter um olhar atento para os eventos contrários, mas tudo parece no caminho certo para que a vacina seja aprovada já no próximo ano.

No último experimento feito em vários países africanos, 1.500 crianças e bebês receberam a vacina. Após 18 meses, o número de casos de malária caiu para a metade entre as crianças e teve queda de um quarto entre os bebês.

Cientistas estão investigando se um reforço poderia melhorar ainda mais as chances de sucesso.

— De fato, chegar nesta fase é muito encorajador. Aguardamos ansiosamente os próximos resultados para ver como é a proteção duradoura e se ainda cabe um reforço no potencial — afirmou Krishna que não participou da pesquisa mas analisou os resultados.

O professor Brian Greenwood, que esteve envolvido com os experimentos, afirmou que ter uma vacina contra a malária seria um enorme progresso.

— Apesar de não proporcionar uma proteção completa, (a descoberta) terá um impacto real para as áreas onde a malária é comum — afirmou Greenwood para a BBC.

Cerca de 800 mil pessoas morrem de malária a cada ano, a maioria delas são crianças da África sub-saariana com menos de cinco anos de idade. Vários países africanos foram envolvidos no desenvolvimento da nova vacina. Os fabricantes farmacêuticos afirmam que esta medida pode ser usada junto com outras formas de controle como mosquiteiros e inseticidas.

A vacina está sendo desenvolvido pela GlaxoSmithKline com a organização sem fins lucrativos Malaria Vaccine Initiative e possui financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.


Fonte: Noticias/Saúde e Ciência

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fábulas


Clique na imagem que ela aumenta




Outro dia, aqui mesmo no nosso CORREIO, falei sobre a absurda repressão sofrida pelas versões originais das histórias infantis. O tal “politicamente correto” levado ao extremo produz barbaridades. Comecei com o “Atirei o pau no gato” e por ai afora.
No amanhecer hoje, um estranho fenômeno aconteceu na porta de casa. Tenho uma grande quantidade de árvores frondosas no jardim da frente, grandes mesmo, todas plantadas por Bia e eu. Um jambolão gigante tornou-se morada de centenas de passarinhos, self-service de outros tantos durante a época de frutos. Uma bela colônia de morcegos por lá mora, itinerante. Ora se instala, ora desaparece. Um ipê rosa se emaranha no jambolão em namoro secreto.

Duas cariotas, quase a tocar o céu, apóiam ninho de gavião carcará, que, aliás, anda muito feliz com as queimadas urbanas, acredito que apenas eles estejam em festa, pois é durante e depois delas que mais gostam de caçar.

Mais ipês, sete-de-copas, mama-cadela vigorosa, e outras tantas, completam mini mata.
Ao sair para o trabalho notamos um aranzé de folhas espalhadas, mais do que de costume e, em área bem delimitada, apenas folhas de ipê. Parecia que bando de bugios tinha passado só por aquela árvore e chacoalhado com força os galhos. Talvez na tentativa de derrubar algum ninho ou fazer voar passarinho ainda tonto de sono. Mas como chegaram ali sem passar por outras árvores, rastro no chão não havia. Fica o mistério que me proponho a desvendar em uma ou duas noites de campana. Se for bicho descubro. Depois conto.

Olhando aquelas folhas grama afora me lembrei da musiquinha infantil “O cravo Brigou com a Rosa.” Se fosse cair na armadilha do policiamento ideológico que sataniza tudo e todos, imagino como seriam as notícias sobre o enredo da cantiga.

Nos noticiários: Briga violenta entre Cravo e Rosa acaba em delegacia. Cravo teve ferimentos leves, foi atendido na UAI e liberado. Já Rosa, despedaçada, encontra-se em observação no Hospital de Clínicas, sem previsão de alta. Cravo foi indiciado com base na lei Maria da Penha, autuado, responderá em liberdade.

Manchete do dia seguinte: Margaridas, Açucenas e Camélias ainda em luto por irmã que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu, organizam passeata em todo país contra violência. Redes sociais bombando. Hashtag com sua centilha da semana: #perfumesimespinhosnao. Não criamos monstros contando histórias, eles são formados a exemplos. Como os bugios fantasmas de meu jardim, plantamos idéias, conceitos e preconceitos em nossas crianças conforme agimos. Cantando? Jamais.










Fábulas






Publicado Jornal Correio em 27 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Reposição hormonal

Homens também precisam da reposição hormonal; veja dica de especialista

Os problemas de saúde que surgem com o passar dos anos, como a redução dos hormônios, não é exclusividade das mulheres. A popularmente conhecida “andropausa” – na verdade um termo incorreto faz analogia a menopausa – afeta os homens a partir dos 40 anos e é denominada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou Hipogonadismo Senil. Os sintomas, segundo o urologista Luiz Mauro Coelho Nascimento, vão desde a diminuição do desejo sexual a piora da qualidade das ereções, e assim como nas mulheres, pode causar depressão, osteoporose , alteração de humor e insônia.

Para o médico, mesmo a queda dos hormônios masculinos sendo lenta e progressiva em relação às mulheres, o crescente aumento da expectativa de vida fará com que a “andropausa” chegue a todos os homens em idade mais ou menos avançada. “Nos últimos anos o interesse em estudos envolvendo o homem idoso aumentaram significativamente, trazendo uma relação muito forte entre hormônios masculinos e função sexual, osteoporose, depressão e qualidade de vida”, disse o especialista.

A redução da testosterona pode ainda estar associada a algumas doenças como obesidade, estresse, diabetes, Aids, alcoolismo e insuficiência renal, hepática e respiratória. Para o diagnóstico em pacientes com suspeita de hipogonadismo senil, recomenda-se procurar um especialista e fazer uma avaliação laboratorial, com a dosagem da testosterona biodisponível. “Se diagnostica a DAEM, poderá ser realizada a reposição hormonal. O tratamento é contra-indicado para pacientes com de câncer de próstata ou mama, obstrução urinária grave e apnéia do sono”, afirmou Luiz Mauro.


Fonte: Jornal Correio


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Contra Dengue na cidade

Quem quer mesmo,  cria !




Do G1 São Carlos e Araraquara

Uma parceria entre a iniciativa privada e as três universidades públicas de São Carlos (USP, Unesp e UFSCar) lançou uma nova versão de um game que conscientiza sobre o combate à dengue. O jogo “Contra Dengue 2 na Cidade", que está disponível na internet e já teve mais de 50 mil acessos, tem o objetivo de mostrar para 30 mil alunos de sete cidades da região os riscos da doença e as formas de eliminar os criadouros do mosquito transmissor.
A iniciativa do grupo Ludo Educativo transformou o Aedes Aegypti no vilão do jogo, que vive colocando ovinhos. A personagem principal do game é Sofia, que tem a missão de evitar que ele se multiplique. Ela coloca areia nos vasos, cobre pneus com lona e tenta eliminar o inseto.
“É uma diversão para as crianças. Elas querem chegar até o final, querem entender a dinâmica do jogo e, com isso, entendem como combater a dengue”, explicou o coordenador de desenvolvimento de jogos, Alexandre Rosenfeld.

Estratégia

Para o professor e diretor do Centro de Materiais Funcionais da Unesp, Elson Longo, essa é uma estratégia para levar a orientação  para dentro de casa. “As crianças têm uma influência muito grande no lar. Então elas vão conscientizar os pais da importância da limpeza”, afirmou.
A ideia é estimular o jogo nas escolas da região. “A gente pretende chegar no objetivo final, que é realmente eliminar o mosquito da dengue e praticar esses bons hábitos nas nossas casas. Toda essa tecnologia vem somar com o nosso objetivo”, destacou a diretora regional de ensino, Débora Gonzalez Costa Blanco.
O estudante Lucas Vítor Dias aprovou o jogo . “É muito interessante porque une o que o jovem gosta de fazer, que é usar o computador, com o aprendizado, que seria conscientizar a prevenir o mosquito da dengue”, opinou.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/06/jogo-online-quer-conscientizar-30-mil-estudantes-sobre-o-combate-dengue-sao-carlos.html

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Escorpiões que salvam vidas

"Pequeno" lote de 548 escorpiões seguem viagem neste instante, 10:38 de 13 de junho de 2014 rumo a Belo Horizonte. Missão: produção de soro antiveneno. Nosso Laboratório de Animais Peçonhentos se consolida como o maior fornecedor de escorpiões de Minas Gerais com este nobre objetivo. Palavras do Chefe do Serviço de Animais Peçonhentos, Divisão de Produção Animal da FUNED, Rômulo Antônio Righi de Toledo

Imagem apenas do "primeiro andar" da caixa de transporte, são três andares e o "térreo".

Fotos: William H stutz





terça-feira, 10 de junho de 2014

"A malária já não é uma doença negligenciada"

"A malária já não é uma doença negligenciada"
10/06/2014

Por Karina Toledo

Luiz Hildebrando Pereira da Silva
 (foto:Juca Martins/FAPESP)

Agência FAPESP – Referência mundial no estudo de doenças tropicais, o parasitologista Luiz Hildebrando Pereira da Silva foi homenageado com o Prêmio Fundação Conrado Wessel (FCW), um dos mais tradicionais da área de ciência no Brasil.

Ao lado de José Rodrigues Coura (do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro), eleito na categoria Medicina, e de Niède Guidon (da Fundação Museu do Homem Americano, no Piauí), escolhida na categoria Cultura, Hildebrando foi selecionado para o prêmio na categoria Ciência, entre 400 personalidades brasileiras que se destacam em suas respectivas áreas de atuação. As indicações foram feitas por instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil a convite da FCW.

Os homenageados foram escolhidos pelo conjunto de suas obras e por desenvolverem trabalhos de caráter social. A cerimônia de entrega da 12ª edição do Prêmio FCW de Ciência, Cultura e Medicina foi realizada na Sala São Paulo, na capital paulista, na segunda-feira (09/06).

Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) em 1953, Hildebrando foi diretor das unidades de Diferenciação Celular e de Parasitologia Experimental do Instituto Pasteur, em Paris. Após algumas tentativas frustradas de voltar a trabalhar no Brasil durante a ditadura militar, retornou ao país em 1998, após 32 anos de exílio, e fixou residência em Porto Velho (RO), onde ajudou a montar um grupo de pesquisa que vem alcançando resultados promissores no combate à malária.

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Deu pódio














Foto David Rotelli

Lá estava eu em tranquilo, sabadão preguiçoso, cuidando da vida, das plantas, olhando canto de passarinho e recontado ninhos sabidos. Como a manhã mal se fazia anunciar, fui para rápido treino de tiro, não nada de arma, tiro de corrida, velocidade máxima em tempo marcado.

Dei-me por satisfeito. Podia começar almoço, tomar uma cervejinha sem culpa e aproveitar a melhor parte da semana, o fim dela. Bobagem isso, todo dia pode ser bom, vai da gente.
Lá pelas tantas, recebo telefone de amigo e companheiro de muitas e boas corridas de rua. Junto com Maria do Carmo, sua esposa, e Luiz Mauro compadre, formarmos um quarteto e tanto, pelas ruas de várias cidades, a correr pelo correr. Quarteto fantástico ou fanático? Simples prazer de testar limites. Nada de competição além daquela de tentar baixar tempo, e claro, participar e sorver a gigantesca quantidade de energia boa que rola em tais eventos. Revigorante.

“Tem corrida amanhã em Monte Carmelo. Só tem 10 km, vamos?”
Sair daqui para correr 10 km?" Sei não… Mas pensando bem, seria um passeio diferente, bora.
“Combinado! Passo aí lá pelas seis da manhã. Beleza?”

Passado um pouco, pensei no baita programa de índio que tinha arrumado. Quer saber, vai ser divertido. Vamos nessa. Sair com esse trio é sempre garantia de boas risadas. Ainda não sabia que Maria e Luiz Mauro não iriam. Relógio para despertar às cinco, levantei num escuro e num frio que há tempos não sentia.
Um relógio a despertar não. Como uso dois celulares, todos os programas de despertar estavam habilitados. Um toca às cinco. Cinco e trinta despertou outro. Às seis, um terceiro. Às sete, já no carro e a caminho de nossa aventura, disparou o do relógio de pulso. “Pra que tanto despertador em horas diferentes?”, perguntou David. Ia tentar explicar, mas a verdade é que nem eu sabia.
Viagem curta e tranquila, e lá estávamos nós entrando em uma cidade adormecida, ninguém pelas ruas. Custamos a encontrar alguém para nos indicar o local da prova.

Depois de um pouco mais rodar, chegamos. O clima contagiante de começo de prova estava no ar. O que, ou melhor, quem vimos nos assustou um pouco. Só tinha fera, gente conhecida de outras tantas, atletas de ponta. Povo ligeiro, super treinado. David matou a charada: tinha prêmios, e bons, em dinheiro. Aí, os feras vão mesmo. E eles estão certíssimos, são bons e sabem o valor que têm.
Já na largada deu para sentir o nível dos caras. Sumiu todo mundo! Lá fui eu na minha toada de sempre, quase em tour por Monte Carmelo, um sobe-desce sem fim. Fiquei literalmente na poeira. Fui incentivado pelas pessoas durante todo o percurso. Crianças corriam comigo para dar força: “Vai moço, você consegue!”.

E consegui! Uma hora e três minutos em meu cronômetro ou cinquenta e oito minutos na medição da organização. Cruzei a linha de chegada! Último dentre todos. Realizado e feliz.
E para coroar o divertido esforço, ainda fiquei em quarto lugar na categoria dos cabeças grisalhas. Último sim, mas quarto e com medalha. Valeu o domingo, valeu a diversão, valeu o almoço da quermesse à base de frango caipira, coisa de vó e de sogra, coisas da roça.
Ano que vem, estou de volta e, desta vez, espero, com quarteto completo.
Lembrando dos despertadores dos celulares e do relógio, desabilitei todos. Minto, ficou só o das cinco e trinta.





Publicado em Jornal Correio em 05 de junho de 2014


https://drive.google.com/file/d/0B3a7BJIdLwOhaElWa3c2a1RTWjQ/edit?usp=sharing

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Boa coleta

Equipe do Laboratório de Animais Peçonhentos da nossa SMS em dia de grande coleta. Mais um lote pronto para envio à FUNED, para produção de soro. Sensação de missão realizada novamente

Clica que as fotos ampliam







quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ainda no mês das mães

"Ainda no mês das mães,realizou-se uma deliciosa festa em perfeita harmonia com as mães da comunidade do bairro Aurora.
Foi um momento único para ficar na memória e no coração...contamos com a ajuda dos comerciantes que doaram muitos alimentos para um café da manhã maravilhoso e também brindes para o sorteio...cantamos e tocamos violão para homenagear as presentes,a musica de Roberto Carlos,Eu tenho tanto pra te falar...foi muito bom e gratificante!
Segue fotos.

Cidinha-Assistente Social.
UAPSFs Aurora e São Jorge IV."


terça-feira, 20 de maio de 2014

Intranet SMS


Ajudem a divulgar nossa intranet.
Caso tenham sugestões por favor enviar para suporte
suportesms@uberlandia.mg.gov.br


Iniciamos na intranet uma campanha para conscientização e redução de gastos de Energia Elétrica, Impressão e Telefonia.
 intranetsaude.uberlandia.mg.gov.br

Para acesso aos resultados dos exames da Universidade Federal de Uberlândia e do Hospital Municipal, faz-se necessário o preenchimento do Termo de Compromisso, que pode ser encontrado na própria tela de login.


Obrigado.
Weder Nunes


IntranetSMS

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tempo

"Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora
Tenho muito mais passado do que futuro
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas
As primeiras, ele chupou displicentemente
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram
Cobiçando seus lugares, talento e sorte
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos
Quero a essência... Minha alma tem pressa
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana, muito humana
Que não foge de sua mortalidade
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade."


Ricardo Gondim


Ricardo Gondim Rodrigues é teólogo brasileiro, presidente nacional da Igreja Betesda, presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, conferencista. Tem programa de rádio e é colunista de vários veículos de comunicação