Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

whstutz@gmail.com



Este Blog é independente, sem vínculo oficial com instituição alguma.
Todos
estão convidados a contribuir com informações de interesse coletivo.





quinta-feira, 25 de junho de 2015

Monstros de quintal



Foto www.indiogigantesp.com.br


Menino novo em uma Belo Horizonte bela e limpa. Nascido e criado no bairro Funcionários, tivemos o privilégio de sermos uma das últimas gerações a ter verdadeira infância de rua. Descer a Afonso Penna de carrinho de rolimã, da praça da ABC até a Tiradentes, lá embaixo esquina com Aimorés, jogar bola, bentialtas (o bete daqui) só que com bola de meia e casinha de graveto em plena Rua Ceará. Vai fazer isso hoje, seriam considerados esportes ultrarradicais, superando o skydive em muito. Tudo era tranquilo não apenas pelo olhar criança, adultos também sorriam sempre. Cara amarrada, no máximo era fome, naqueles dias.

Já aqui contei que pouco serviam portões ou entradas formais, nossas trilhas e ruas eram os muros e galhos. Passávamos de casa em caso subindo em árvores, escalando obstáculos com facilidade felina.
Mas havia uma casa, muro a muro com a minha que era uma aventura, esta sim radical, de entrar. Por coincidência a mais frequentada por nossa turma, ali tínhamos grandes amigos. O muro dava para um imenso quintal pouco cuidado, repleto de bananeiras de qualidades variadas: prata, ourinho, caturra, maçã, era um festival. Tinha também imensos pés de jabuticaba Sabará, mexericas, figos, e até um pé de maçã, que nunca maçã deu. Bananeira tem troco ou caule? Bom, intuitivamente os chamo de falsos troncos. Estes, após terem seus cachos colhidos se amontoavam pelo chão, dando ao lugar um aspecto lúgubre de terra de ninguém, repleta de esconderijos para fantasia infantil povoar. Mas aí nesse lugar sombreado de pouco sol morava uma fera perigosíssima a qual todos temiam, a ponto de com ela ter pesadelos. Os cabelos da nuca arrepiavam só de imaginar tomar carreira dela, o coração batia em descompasso, suávamos frio. E hiperventilação no respirar. Os mais fraquinhos clareavam os lábios de onde sangue fugia, e muitos desmaiavam em pânico.

Esta fera não era nenhum cachorro imenso de latido grosso, nem algum ser fantasmagórico fruto de imaginação coletiva, nenhuma fantasia criada para afugentar incautos ladrões de fruta. Era nada mais, nada menos do que o empinado e rabugento Galo índio de Seo Aristides, que por sinal nem ele, o dono, conquistava respeito e não foi só uma ou duas vezes que teve a camisa rasgada, costas riscadas de fora a fora por mais palmo de esporas afiadas. Isso, o tal quintal também tinha um galinheiro imenso onde reinava absoluto o galo de Seo Aristides.

A maior prova de valentia entre nós era entrar triunfante pelo portão interno do galinheiro vindo do muro, se esgueirando por entre as plantas, se arrastando como cobra, um olho no galo outro no caminho a despistar a fera que ao mínimo barulho levantava a cabeça além do pescoço, a inclinava mineiramente desconfiado de um lado para outro. Não nos notando, mas nos sabendo, batia forte as asas e disparava seu canto ameaçador de “Aqui tem dono!” Grande parte da infância foi um sobressalto entre nós e o galo. Muita gente saiu riscada em encontros desagradáveis, pois quando em vez o galo fugia do terreiro e aí, não tinha quem ficasse de fora. E lá ia Seo Aristides com vara de bambu imensa a tanger o bicho de volta para seu lugar. Colher ovos era outra aventura, mesmo sabendo onde todos os ninhos ficavam por conta do indez que lá repousava, honraria para quem mais ovos trouxesse.

Galo adoeceu – troça da criançada – fim de uma lenda, com o galo se foi nossa infância.
Crescemos para um mundo começando a ficar sem sonhos. Nunca mais encontrei meus amigos.













segunda-feira, 25 de maio de 2015

Praga de plágio



Uma semana fora de nossa Uberlândia parece uma eternidade quando se trata de acontecimentos inusitados. Cheguei de um longe Maranhão, onde estava, mais uma vez, a convite do Ministério da Saúde, capacitando técnicos daquele Estado para implantarem programa de manejo de escorpiões. Sensação de realização absoluta quando vemos o resultado destas capacitações.

Percorrermos praticamente todo país mostrando nossa experiência. Modéstia às favas, temos, sim senhor, um dos melhores programas de controle desse bicho no Brasil. Participamos da elaboração do Manual de Controle de Escorpiões do mesmo Ministério, portanto, da normatização de condutas a serem seguidas para tal em um país continental – a rima foi sem querer, mas fica rica. Pode um profissional de saúde ter satisfação maior?

Cheguei sábado, depois de longo e confuso vôo, repleto de conexões malucas e horas de espera em aeroportos, onde cafezinho custa até oito contos. Constatação: a distância mais curta entre dois pontos da aviação nunca é uma reta. Domingo, ainda com ressaca de tanto voar, participei da superbem organizada Corrida do Sesc. Fiquei feliz. Depois, almocei na “Nossa Feira” da Praça Sérgio Pacheco.
Em casa, abri os jornais do dia. Aí o susto: “Argh, plágio!” de Gustavo Hoffay. O simples passar d’olhos já me trouxe péssimas lembranças. Mais espanto ao ler, como é de costume, a bem escrita crônica de Hoffay. Explico.

Por muito tempo fui roubado em textos por certo cidadão, que se diz jornalista e que publicava sistematicamente textos meus, de Thogo Lemos, de Ana Maria Cunha, de Marília Alves Cunha, Cláudio Vital e sabe-se lá de quantos mais. Muitos amigos leitores, indignados, escreveram para o tal jornal, sobre o demente. Resposta nenhuma. Sigam o link cerradodeminas.blogspot.com.br/2011 e confiram.

Se este for o mesmo jornal, provavelmente o ladrão de idéias, o intelectualmente doente, será o mesmo. Ah, não sei se já viram, mas o seu “Salve-se quem puder” amigo Gustavo, publicado em 29/09/2010, foi copiado na integra lá também.

Certa feita, ao ser entrevistado por enigmática, articulada, informada e de muito bem escrever personagem, que assinava @uberlandia, foi feita a mim a seguinte pergunta:
“Qual a sensação de se ter um texto roubado? É igual, parecido ou pior do que ter uma casa arrombada?”
Respondi: As criações, sejam literárias ou outra forma de expressão, custam algum sofrimento para quem as produz. Pode parecer mentira, mas criar muitas vezes dói, machuca. Porém, depois de prontas vem um porre de endorfina. Relaxante sensação de prazer absoluto. Quando te roubam um texto te roubam mais do que palavras, roubam um pouco de sua vida e isso incomoda pra caramba.
Ao final das contas um texto roubado é uma casa violada.

Salvei o dia com meu Galo dando tunda no Fluminense por quatro a um. Poderia ser um domingo perfeito não fosse o remoer em asco e nojo do mau caráter “tartufo acéfalo” plagiador (adorei esta expressão) e a pequenez de um jornal que aceita tais escritos.
Mas deixa estar caro Gustavo, hora ele acha o dele.








Publicado em 24 de maio de 2015  Jornal Correio 



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lagartixas




Muito tempo atrás construímos primeira casa, daquelas financiadas pelo BNH. Casa miúda, mas enfim própria. Chega de aluguel, que vinha se arrastando desde os tempos de república. O bairro era longe que só. Acesso só pela estrada do Caça e Pesca pista simples e estreita, um ermo. Como tive que vender moto para comprar o terreno, ficamos a pé. O ônibus tinha roteiro por lá, mas como quase não tinha morada, comia volta. Era comum ver só a capota do bruto por sobre a braquiária tomando rumo da cidade outra vez. Aí era bater a pé e rezar por rara carona. Isso era em tempo de sol ou chuva. Aos poucos, bem devagar o bairro foi crescendo. Região foi aprumando mansa, estragando paisagem, destruindo cerrado onde filhos cresceram descalços, subindo em árvores, livres.

Do nada, a estradinha de pista única virou avenida, fim de sossego pairava sobre gente que queria silêncio e ar puro.

Dia da mudança. Toda tralha coube em carroceria de caminhonete. Vasculhando casa alugada agora vazia, repleta de ecos desconhecidos, ouvia-se o próprio andar, a respiração ficava pesada em denso ar de lembranças que ficariam para sempre no limbo, em busca de algo esquecido. Quase fechando a porta pela última vez, um impulso me fez voltar. Senti na nuca dezenas de olhos a me observarem em tristeza. Arrepiei arredio. Com coração na mão e pequena tremula dei passo para a sala repleta de nada. Notei ligeiro movimento em um canto. Virei de vez e me dei com os donos daqueles olhos de empurrar nuca.

Dezenas de lagartixas corriam parede abaixo sem nada entender. Jeito que ficaram olhando a casa vazia, olhos enormes e pidões como a perguntar se iam lá ficar. Teria eu coragem de tamanha malvadeza? Toquei a recolher as bichinhas em caixa de sapato. Uma a uma foram embarcando em nave cargueira de papel rumo ao novo lar. Soltei-as todas assim que entrei na casa nova. Foi uma festa. Cresceram e multiplicaram. Tomei por hábito, no silêncio de mato, deixar o passar das horas no sofá olhando para o telhado sem forro. Começar a escurecer e lá vinham elas caçar sustento, namorar e espiar a vida. Dormia tranquilo com o bater de mandíbulas delas em som que poucos conhecem.

Regozijo antes de chuva em fartura de aleluias, maná em mel. Deleite de ver.

Anos se passaram, fizemos novo telhado. Durante a retirada das antigas telhas, ia lá eu encarapinhado entre ripas e caibros, aprendendo a galgar telha, do espigão à cumeeira na cata dos ovos branquinhos das amigas mágicas na arte do mimetismo. Um teatro a cada passeio. Descansa as vistas.

Dos ovos colhidos para caixa baixinha com pouco de areia. Inventei ninho berço. Cobertura de telhas deixada ao sol. Todo dia ia fuçar. Até que, em mais um milagre da vida elas iam saindo de seus ovos, pareciam grande olhos com pequeno rabo. As espalhei por todos os cômodos, casa agora protegida. Todos podiam em paz dormir, bichinhos atentos ali estavam para em silêncio faminto marcar vigília.

Essa prosa não finda aqui, torna-se, para a vida, mais linda.






Publicada Jornal Correio em 17 de maio de 2015




https://drive.google.com/file/d/0B3a7BJIdLwOha3N0R0s2SkNJRDQ/view?usp=sharing

quarta-feira, 18 de março de 2015

Tipos de pisadas

Vai começar a caminhar ou correr? Evite lesões, conheça seu tipo de pisada e use o tênis adequado.
Comece hoje e viva a vida!



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

De rodoviárias e bibliotecas





Refaço, sem muito esforço, o caminho que me trouxe a Uberlândia. Não carece repetir histórias contadas da chegada, das charretes da velha rodoviária onde hoje se encontra a biblioteca. Quando cheguei, as histórias estavam dentro das pessoas que iam e vinham de todos os cantos e por ali passavam. Hoje as histórias estão nos livros que descansam agitadamente imóveis nas prateleiras à espera de quem os desperte em vida, os folheie e viaje com eles. Bibliotecas e rodoviárias têm muito em comum. Ambas foram criadas para transportar pessoas a longínquos paradeiros. Não se medem quilômetros, léguas ou metros. Medem-se em sentimentos, expectativas, paixões, desilusões, saudades.

Mais semelhanças estão em ambas presentes. As bibliotecas trazem conhecimento, informações. O sacolejo das velhas jardineiras também. Se cada livro tem sua história, cada ser vivente que por aquela velha rodoviária perambulou também é rico em casos. Universo único, luminoso e rico. Depois de morar em pensões, quartos alugados e algumas repúblicas, finquei raiz em uma delas, a já mencionada Quilombo dos Palmares, na Felisberto Carrejo.

Esta, sim, misto de biblioteca, rodoviária, estação de trem, feira-livre, encontro de comadres, saída de missa, dada a quantidade de histórias que por lá aconteceram e, em suas paredes devem estar, como livros, aguardando quem as conte. Uma delas: Colega e hoje compadre, moço grande e forte, criado em fazenda lá pelas bandas da Cumbuca perto de Iturama. Tamanho, força, mas medroso de assombração que só. Foi a deixa. Amarramos linha de pesca em sua coberta e corremos a mesma até o quarto em frente ao nosso. Dividia o quarto com ele.

Tudo combinado. Assim que chegou da rua em noite alta de sábado, estávamos na sala, à luz de velas apenas, o breu quase total. Colega em atabaque marcava ponto de umbanda e amiga se fazia por encarnada de espírito, da fala grossa e girava a cabeça. No começo o compadre riu meio sem jeito. Aos poucos foi perdendo a graça e tremia. Dizia que era o frio. Era medo. Aquilo durou bem uns 20 minutos, quanto outro da república ligou as luzes do relógio e todos em ensaiado grito alto terminamos a “sessão”.
Deu uma pressa no “véio” – assim carinhosamente o chamávamos – de dormir que ninguém conseguia segurá-lo. E era tudo que queríamos. Noite ia fundo, todos acordados, menos o “véio”. Foi só esperar o seu alto roncar. Começou a segunda parte do plano. Do quarto em frente, começaram a puxar o fio amarrado na coberta. Eu fingia dormir para o tudo acompanhar.
No primeiro puxão a coberta foi parar no peito dele. Acordou assustado, me chamou e com voz trêmula: “Viu isso?” – “Vi nada, só é imaginação sua, vai dormir!”

Pouco passou e puxaram outra vez a linha de anzol, desta vez, com tanta força que a coberta parou nos pés. Aí foi pulo só! Ficou em pé no meio do quarto e gritou forte: — Toma que é seu alma penada, tá com mais frio do que eu, fica com ela!
Gargalhada geral, e só então o incauto tomou ciência da farra. E você pensava que estudante de república só estudava? Tempo bom.















Publicado no Jornal Correio em 25 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Bombas com escorpiões

Estado Islâmico lança bombas com escorpiões e aterroriza população no Iraque


Militantes Estado Islâmico (EI) estão a lançar bombas contendo escorpiões vivos como a mais recente arma de terror no Iraque.

Latas cheias de escorpiões estão a ser lançadas para explodir em cidades e aldeias, de acordo com um especialista militar britânico que acaba de regressar do país.

«É uma loucura. O EI tem improvisado dispositivos para lançar», além de que «divulga o que está a fazer, o que gera o pânico», disse Hamish de Bretton-Gordon, ex-chefe de armas químicas e biológicas para o Exército e NATO.

«Os escorpiões são resistentes. Mesmo que sejam lançados desde alguns quilómetros de distância, quando a lata de rompe milhares são arremessados para fora e começam a rastejar por todo o lado», acrescentou.

«Alguns escorpiões são muito venenosos, mas o principal objectivo é criar medo», frisou o militar.

Gordon disse que as duas primeiras bombas não causaram mortes em massa, mas tiveram um enorme «impacto psicológico».

As autoridades iraquianas relataram que os escorpiões estavam a ser usados para atingir áreas civis no norte do país.

O método remonta ao ano de 198 DC, quando os iraquianos enfiavam milhares de escorpiões em potes e os lançavam contra os romanos, quando estes tentaram invadir o território.


Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

De morcegos e escorpiões

Incidência de morcegos cresce durante este período do ano
por Leonardo Leal


O Laboratório de Animais Peçonhentos e Quirópteros do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Uberlândia tem recebido de oito a dez ligações por dia de moradores que encontram morcegos em casa. O laboratório recebe ligações durante todo o ano, mas, no período de novembro a maio, esse número chega a quadruplicar devido à reprodução da espécie. Em 2014, até novembro, a equipe do laboratório capturou 56 morcegos vivos e orientou 352 moradores. O contato para agendar a visita do CCZ é a medida mais correta para ficar livre dos mamíferos.


Veterinário William H Stutz disse que existem, em Uberlândia, 
58 espécies de morcegos (Foto: Cleiton Borges)

O laboratório vem recebendo, neste mês, chamados de moradores dos bairros Tibery, zona leste, Pampulha e Jardim Karaíba na zona sul, Jardim Brasília, zona norte, Canaã, zona oeste e Roosevelt, no setor central. O veterinário do CCZ, William Stutz, disse que os morcegos estão por toda a cidade e que, nessa época, usam o telhado das casas para se reproduzir. “Os moradores recebem orientações sobre a vedação de telhado, frestas e como tratar as colônias de morcegos”, disse Stutz.

No Brasil, segundo o veterinário, há cerca de 170 espécies de morcego, em Uberlândia, são 58 e somente três espécies se alimentam de sangue, sendo uma de mamíferos e duas de aves. “Como quase todo mamífero terrestre, o morcego é um potencial transmissor da raiva.” O especialista disse ainda que cerca de 70% das espécies de morcegos se alimentam de insetos e ajudam a reduzir a quantidade deles na zona urbana e o uso de agrotóxicos nas lavouras.

Na semana passada, um morcego apareceu do lado de fora da residência da dona de casa Pâmela de Oliveira Souza, no bairro Canaã. “Fiquei preocupada porque tenho duas crianças pequenas.” Ela disse que os agentes do CCZ recolheram o mamífero que estava morto e a orientaram a ligar no mesmo dia, caso apareça outro morcego.

Aumenta também o aparecimento de escorpiões

O número de ligações para reclamação de escorpiões é cinco vezes maior no período de novembro a maio devido também à reprodução da espécies e às chuvas da estação. O Laboratório de Animais Peçonhentos e Quirópteros do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Uberlândia recebe cerca de 20 ligações por dia nessa época.

Os bairros onde os escorpiões têm aparecido mais são o Cazeca, o Martins e o Fundinho, no setor central, e o Santa Mônica, na zona leste.
De acordo com o veterinário do Laboratório do CCZ, William Stutz, há sete espécies em Uberlândia e o escorpião amarelo é o mais encontrado. O especialista disse ainda que, neste ano, até novembro, foram recebidas 1.359 reclamações e foram capturados 1.176 escorpiões. “Quinhentos e quarenta e oito foram enviados à fundação Ezequiel Dias (Funed) para extração do veneno.”

Stutz afirmou que os moradores que encontrarem escorpiões também devem ligar para o laboratório. Caso tenha sido picada pelo aracnídeo, a pessoa deve se dirigir diretamente à Unidade de Atendimento Integrado (UAI) Pampulha ou ao Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). No caso dos morcegos, a pessoa mordida deve procurar a UAI Martins ou o HC para receber vacina antirrábica.

Jornal Correio de Uberlândia

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fado


Inspirado em entrevista ao Jornal Correio da 
Prof ª  Drª   Ana Maria Bonetti dias atrás.



Fado

Um belo dia, o mundo amanheceu um pouco mais silencioso. Não que os carros ou as indústrias tivessem suas máquinas desligadas, transformando as cidades em um longo e duradouro domingo à tarde. Era um silêncio diferente e notado por poucos. Os que lotavam pontos de ônibus para, em amarga tristeza, irem trabalhar, nada notaram de diferente. A rotina, a bovina passividade de sair de casa diariamente para se fazer o que não gosta, os impedia de atentar para assuntos que não fossem a complicada tarefa de sobreviver. Nas cidades maiores, onde os metrôs ziguezagueiam como imensas cobras cegas no subsolo, menos ainda. Tudo anormal como sempre. Desumana repetitiva jornada de vida. Vazio só.

Mas algo estava diferente e poucos sabiam do grande risco que corriam. Porém, o que importa? No campo, nas matas, nos cerrados, o constrangedor silêncio foi percebido de pronto. Faltava alguma coisa. Bichos e homens da lida campestre sentiram algo estranho, indefinido. O moço a carpir lavoura começou cedo. Mal o sol deu as caras encalorado, a atenção foi aguçada. Falta alguma coisa, mas o quê? Apoiado no cabo de guatambu da enxada punha reparo, observava. Muito estranho. Passarinho diferente não era, conhecia todos. Vento também não. Soprava manso e ainda fresco, secando a noite que se foi.
Continuou trabalho. Cisma danada que atormenta!

Hora da merenda, mulher chega com marmita. Trocaram olhares preocupados.
— Também está percebendo?
—Tô, respondeu olhando o chão arado.
— Me conta pelo amor de Nossa Senhora. Tá sentindo o quê?
— Um aperto no peito e na boca do estômago.
— Eu também.
— Mas tem coisa aí, que mais tá sentindo?
— Um vazio. Vazio no tempo, vazio no ar. Sei explicar não. Mas tô gostando não.

A mulher se foi e ele, sozinho novamente. Tomou rumo da mata perto da nascente do córrego. Encheu a cabaça de água fresca e descalçou as botinas. Enfiou os pés na água fresca e se pôs a olhar em volta. Tinha que ficar atento, pois ali tinha colmeia gigante da qual, vez ou outra, colhia boa lata de mel. Deu uma espiada para o lado dela. Só não caiu porque já estava sentado. Não havia abelha, uma sequer. Os favos pendiam em branca cera e as formigas carregavam afoitas as larvas ainda vivas.

As abelhas! Falta o zumbido das abelhas! Gritou a plenos pulmões. As abelhas tinham partido. Ninguém sabia para onde e nem o motivo. No jornal, deu que sumiram no mundo todo. Era o sinal de que, depois de tanto judiar da terra, chegara a hora de pagar pelo malfeito. Por séculos destruímos e arrancamos a fórceps tudo o que a terra podia nos dar. Cansada, resolveu parar. Era o fim do experimento Terra.

Tardezinha, casal lá na roça, abraçado, sentado em banco perto da represa, olhava entristecido o céu estrelado por demais. Havia milhões de estrelas a mais do que o normal e um caminho de poeira se desenhava partindo daqui para profundo canto do universo. Foi para lá que as abelhas foram. Viraram estrelas e deixaram belo e brilhante rastro de pólen, como presente de despedida. Foram-se em busca de paz. E o mundo, condenado, ficou bem mais triste.






Publicado Jornal Correio em 29/11/2014


Fado

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Prestação de serviço social



COMUNICADO

Como forma de
prestar um serviço social, a Prefeitura de Uberlândia, solicita apoio dos
veículos de comunicação da cidade para divulgar a foto de uma senhora que
encontra-se internada no Hospital Santa Marta sem nenhuma identificação.                    
 
senhora aparenta ter aproximadamente 80 anos (foto em anexa). A mesma não se lembra do seu nome, assim como do seu endereço, telefones de contato, bem como também não se lembra de nenhuma informação de amigos ou  familiares.

21/11/2014






Secretaria Municipal de Comunicação Social
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600, Uberlândia /
MG
(34) 3239-2684 / 2441 / 2883

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Bicho da carneira



Não tem coisa melhor nesse mundo do que viajar. Poder ser a trabalho ou a passeio, não importa. Quer dizer, importa um pouco sim. A passeio, de férias, o tempo é seu e você faz dele o que quiser. O relógio não fica ali te vigiando, sussurrando o tempo que passa beirando seus olhos e mostrando que os compromissos não serão cumpridos no horário. Férias é férias, nada melhor. A viagem a trabalho, apesar de apertada em fazeres também oferece momentos deliciosamente especiais, principalmente quando você se relaciona com gente de diferentes costumes e sotaques.

Recentemente, na colorida e quente Montes Claros. O pessoal que estávamos a treinar era principalmente da região norte/nordeste das nossas Gerais. Todos com histórias para contar e cantar. Final de tarde, hora de prosa e trocar casos, acontecidos ou não. No campo, durante trabalho também surgiam casos, maneira de amenizar o peso do sol chapado na cabeça e costas, de matar sede sem água, de enganar fome, transformar o aparentemente sofrido em alegre fazer.

Tarde dessas em meio a toras, telhas e entulho, cavando feito tatu em busca de escorpiões, um companheiro de labuta da pequena Pedra Azul – incrustada no vale do Jequitinhonha – se põe a contar história antiga do Vale. O contador no caso era um negro ébano. Três de mim, forte, fala alta. Como diz amigo dr. Thogo, de fazer poema com seu sorriso de puro marfim reluzente. Figuraça! Bom de ficar junto. Apesar do tamanho e ser vociferador, homem de muita paz, sereno. Casado com alemã, conta orgulhoso que seus filhos pequeninos falam fluente alemão com sotaque de mineiro. Seus olhos merejam ao lembrar que toda noite os dois o cobrem de beijos com despedida de boa noite:

— Gute nacht papa, träume von engeln.

De nome Luiz, de Pedra Azul, conta que há muito tempo atrás, certo moço resolveu arrear mula e sair em plena sexta santa. A mãe preocupada implorou que ele não fizessse isso, pois era pecado naquele dia sagrado. Desaforado, o moço esbravejou bufão dizendo que arreava a mula ou até ela, a própria mãe, se quisesse. De raiva assim fez, arreou a mãe e desfilou com ela pela cidade para horror de todos. A velhinha morreu de desgosto.

Não foi nada não. Passado pouco tempo o rapaz também morreu de repente e sua cova ou carneira foi coberta por fios de cabelos brancos que contam ser da mãe, que mesmo humilhada ali se pôs a proteger o filho. Contam também que toda sexta santa, um rapaz muito bonito ronda a cidade à noite. Entra em restaurantes e come por 40 homens e manda a conta para seus parentes, os Antunes.

Os antigos sabem que devem, naquela noite, colocar prato de comida à porta de casa para saciar a fome castigo imposto eternamente a esta atormentada alma. Claro, existem várias versões da mesma história e pelo que vi e ouvi cada um, em Pedra Azul, tem sua própria. Esta foi a que ouvi do novo amigo Luiz.

Então, viajar são várias dentro de uma. Avexe não. Pega a estrada, eterno aprendizado. Essa em particular vai para Murilo Antunes, amigo e grande compositor. E claro, eterno pato“ na sinuca, palavras de Chico Marcos (sem ressentimentos, Murilo).







Publicado Jornal Correio em 23/11/2014



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Encontro

Clique na imagem para melhor visualização



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Contratação de epidemiologista




Por favor divulgar

A OPAS e a gerencia do PNI nas Américas, estão selecionando 02 epidemiologistas para trabalhar com as atividades de controle do sarampo no Ceará, por um período de 3 meses.
Condições de trabalho
Tempo integral
Salário mensal 4700 dólares
Diária e passagem aérea e deslocamentos/ O candidato deve ter experiência em vigilância epidemiológica.
Os interessados devem procurar o Prof José Cassio de Moraes pelo email: jcassiom@uol.com.br, que ficará encarregado de encaminhar ao escritório central da OPAS.
Para melhor avaliação juntar um pequeno curiculo.


--
Maria Amelia de S.M.Veras, MD, MPH, PhD
Profª Adjunta, Depto de Medicina Social, FCMSCSP
Rua Dr. Cesario Mota Jr. 61, 01221-020
São Paulo, SP, Brasil

terça-feira, 16 de setembro de 2014

14ª Expoepi




"Prezados,

Informamos que as inscrições para a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças – EXPOEPI, que será realizada de 28 a 31 de outubro, já estão abertas e todos os trabalhadores da Secretaria de Vigilância em Saúde são nossos convidados para o evento.

Faça já sua inscrição pelo site http://www.expoepi.org/inscricoes/ e venha prestigiar a nossa Mostra. Você faz parte desse sucesso! "

Comissão Organizadora da 14ª Expoepi.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ranking do Saneamento




Divulgando para conhecimento. Interessante estudo sobre Avaliação dos serviços de saneamento básico prestados nas 100 maiores cidades do país, especialmente em água tratada, esgotamento sanitário e nas perdas de água.


 
Ranking do Saneamento
Estudo:  Divulgado Agosto/2014




Fabiana Godoy Malaspina
Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos - VIGIPEQ
Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental - CGVAM
Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador - DSAST
Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde
SCS Q.4 BL.A Lote 67/97, 5º andar - Ed. Principal

terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Jornal


Monstera saborosa foto
William H Stutz

Relendo deliciosa coluna de Ivan Santos de vinte e nove de julho bem cedo. Sou dado a guardar leituras que me agradam, volta e meia retorno a elas. Cada leitura parece diferente.
Do nada um “plaft”. Conhecedor da origem do barulho me levanto manso busco caminho da porta.
Jornaleiro madrugador esse. Da chegada do jornal só escuto o tombo dele aterrissando em minha varanda, imagino o aranzé, milhões de letrinhas se espalhando pelo piso, confusão generalizada para, às pressas voltarem ao lugar e remontarem palavras, talvez seja por isso que quando em vez encontramos letras trocadas, nada a ver com revisão, não deu foi tempo de chegar ao lugar certo. Fotos às vezes saem em locais errados, deve ter sido o balanço.
Posso usar como despertador nosso entregador de jornal, mas se assim fizesse chegaria cedo demais ao trabalho.

Saio cedinho às vezes dia abre bocejo multicolorido bem a leste quando pego rumo, o dia ainda com preguiça de amanhecer, mas junto ao portão, lá está meu exemplar do CORREIO.

Quando em vez me permito sono mais profundo, sábados, domingos, feriados fico mais um tempinho deitado, mas logo e, como relógio suíço me vem o aquele “plaft” do jornal atirado com precisão de mira laser e o arrancar da moto do entregador de notícias.
Durante a semana, ou estou no banho, ou longe no quintal a conferir orvalho a escorrer em imbés de largas folhas, às vezes trocando água do bebedouro dos passarinhos que já se acostumaram com essa fonte de água e saem de longe para saciar sede de garganta seca de fumaça de carro e queimadas. Ninguém vejo.

Por falar em imbé, ano passado ganhei de amigo de longa data, Zé Mesquita uma muda de Monstera saborosa a folha é de tamanho e aspecto jurássico e ainda dá fruto que, segundo meu querido Zé – Doutor de olhos – médico competente que com sabedoria cuida das vistas para que as pessoas não percam a beleza da vida e possam não apenas ver, mas enxergar.
Era a fruta preferida da princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, ufa! Isso não é um nome, é escalação de time de vôlei com reserva e tudo. Esta linda planta também é fonte de orvalho a matar sede de joaninhas e pequenos passarinhos.

Recolho jornal no alpendre. Já percebeu que jornal recebido em casa também é fantástico indicador meteorológico? Se vier com saquinho de plástico, a chance de chover é imensa, se vem só com gominha amarela é sol certo.

Mas voltando à coluna de Ivan de “Campanha eleitoral morna”. Por uma coincidência logo hoje, mais de mês depois da publicação, me deparo em esquina, monte de moças bonitas, de pernas de fora apesar do frio matinal a abanar bandeiras de candidato. Sempre fico com um aperto na garganta quando vejo cenas como esta, repetidas de dois em dois anos. O que será que passa na cabeça das meninas? Quanto vale tamanha exposição pública?

Quanto ao vizinho de bairro de Ivan que disse que só vota em quem criar a figura de “Mamãe Noel”. Acrescento. Tem também que corrigir uma aberração criando a “coelhinha da páscoa”, afinal onde nesse ou em outro mundo que coelho macho bota ovo?


Publicado Jornal Correio em 7 de Setembro de 2014








https://drive.google.com/file/d/0B3a7BJIdLwOhRkZXaXIwdnVJUGs/edit?usp=sharing

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Atender ou cuidar?



Podem parecer sinônimos, longe disto são. Vamos à didática. Um é verbo intransitivo, outro transitivo. Na gramática de nossa pátria língua, verbo é aquela palavrinha que designa, indica ação, situação ou mudança de estado. Esta definição, por si só, separa bem as duas palavras. Atender é prestar atenção, ter em consideração, zelar de alguma coisa.

Cuidar é bem maior. Vai além. É imaginar, supor, pensar, meditar sobre, ter cuidado, demonstrar interesse.
Bom, serve também para os idólatras quando usado como verbo pronominal.

É de bom alvitre esclarecer que não fui eu que escolhi tais significados. Estão em qualquer bom dicionário. Aquela coleção organizada, em ordem alfabética, de palavras ou outras unidades lexicais que muitos detestam consultar.
Mas deixemos essas chatices linguísticas de lado e vamos ao ponto.

Imagine um filhote de passarinho caído de ninho aquecido em suas mãos protetoras. Você está atendendo a esse serzinho trêmulo em pânico abandono ou está cuidando dele? O atender chega a ser algo frio, se não com ponta de desprezo. Às vezes, uma penosa e irritante obrigação. O cuidar alberga, é holístico, transfere bem-estar e segurança.
Começo para nos definir, servidores públicos da saúde. Nobre função quando aprendemos ou já nasce conosco o prazer pelo cuidar.

Um simples telefonema, trazendo uma angústia, um problema, deve ser cuidado com o carinho que bem merece. Acontece toda hora por aqui. Um morcego, um escorpião ou uma cobra, quanto pânico podem trazer para quem está do outro lado da linha em busca de cuidado, de ajuda em sua aflição. O que para nós é rotina, para quem se depara com os bichos é confronto.

Vamos mais longe. Você gostaria de ser atendido por um médico ou cuidado por este profissional?
Eu escolho o médico cuidador. Aquele que te ampara por completo, que te olha nos olhos e que verdadeiramente te escuta. Arrisco a dizer que, grande parte da cura (ou não) começa na consulta. Se começa por um estranho avaliando outro, não pode dar muito certo. Carece afeto no sentindo amplo da palavra. Aqui, estendo a todos nós servidores públicos, que temos por ofício cuidar das aflições das gentes.

Se dependesse de mim, seríamos chamados de Cuidadores Públicos e com muita honra. Citei médicos, mas falo de todo profissional ligado ao serviço público ou não. Quando aprendemos a cuidar nos tornamos realizados, felizes e completos.

Aquele bom dia sereno seguido do nome do servidor/cuidador que fala ao telefone é o começo de uma relação que pode ser agradável ou um terror. As portas do serviço público são os primeiros contatos. Um rugido mal-humorado coloca o munícipe na defesa. Fecho com palavras do dr. Antonio Carlos Lopes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica: “A medicina é humana em sua essência, feita de humanos para seres humanos. Não é possível mais assistir à sua fragmentação em duas medicinas – uma para os pobres e outra para os ricos. Dar e receber assistência médica de qualidade e universal, mais do que um anseio, é um direito de todos.”

A vida deveria nos preparar sempre para cuidar. Quanto a atender? Deixa que a porta eu abro.






Publicado no Jornal Correio em 24 de Agosto de 2010

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Terapia gênica restaura visão

Terapia gênica restaura visão de portadores de cegueira congênita

Por Karina Toledo, de Campinas
Agência FAPESP – Mais de 20 portadores de um tipo de cegueira causada por um defeito genético e conhecida como amaurose congênita de Leber (ACL) voltaram a enxergar graças a um tratamento desenvolvido por pesquisadores da University of Pennsylvania e do The Children’s Hospital of Philadelphia – ambos nos Estados Unidos.
Um dos líderes do grupo é o brasileiro Valder Arruda, que apresentou resultados dos testes já realizados durante o evento “Advanced Topics in Genomics and Cell Biology”, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com apoio da FAPESP.

“Demonstramos a segurança e a eficácia do tratamento e estamos na fase de encontrar a dose capaz de ter efeito terapêutico em todos os pacientes. Acredito que essa possa ser a primeira terapia gênica aprovada para uso comercial pelo FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária americana]”, disse Arruda, ex-professor da Unicamp e atualmente docente da University of Pennsylvania. Até chegar a essa fase, foram muitos anos de estudo e ensaios.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vacina contra a malária

Vacina contra a malária pode começar a existir no próximo ano

Eficácia da vacina não é completa mas terá alto impacto em países com índices elevados da doença, afirma especialistas

Eficácia da vacina não é completa mas terá alto impacto em países com índices elevados da doença, afirma especialistas Foto: Reuters / Reuters
O Globo com Agências Internacionais

A primeira vacina do mundo contra a malária pode começar a existir já no próximo ano. A afirmação ocorre após experimentos com uma nova droga que mostraram resultados promissores. Em publicação na revista cientifica PLoS Medicine, os pesquisadores mostraram que para cada mil crianças que receberam a vacina, 800 casos da doença podem ter sido evitados. Além disso, a proteção permaneceu por 18 meses após a injeção.

Uma indústria farmacêutica, a GlaxoSmithKline (GSK), já pediu aprovação regulatória para a fabricação.

— Este é um marco — afirmou Sanjeev Krishna, professor de parasitologia molecular e medicina na Universidade de Londres — O cenário de desenvolvimento da vacina da malária está repleta de cadáveres. Precisamos manter um olhar atento para os eventos contrários, mas tudo parece no caminho certo para que a vacina seja aprovada já no próximo ano.

No último experimento feito em vários países africanos, 1.500 crianças e bebês receberam a vacina. Após 18 meses, o número de casos de malária caiu para a metade entre as crianças e teve queda de um quarto entre os bebês.

Cientistas estão investigando se um reforço poderia melhorar ainda mais as chances de sucesso.

— De fato, chegar nesta fase é muito encorajador. Aguardamos ansiosamente os próximos resultados para ver como é a proteção duradoura e se ainda cabe um reforço no potencial — afirmou Krishna que não participou da pesquisa mas analisou os resultados.

O professor Brian Greenwood, que esteve envolvido com os experimentos, afirmou que ter uma vacina contra a malária seria um enorme progresso.

— Apesar de não proporcionar uma proteção completa, (a descoberta) terá um impacto real para as áreas onde a malária é comum — afirmou Greenwood para a BBC.

Cerca de 800 mil pessoas morrem de malária a cada ano, a maioria delas são crianças da África sub-saariana com menos de cinco anos de idade. Vários países africanos foram envolvidos no desenvolvimento da nova vacina. Os fabricantes farmacêuticos afirmam que esta medida pode ser usada junto com outras formas de controle como mosquiteiros e inseticidas.

A vacina está sendo desenvolvido pela GlaxoSmithKline com a organização sem fins lucrativos Malaria Vaccine Initiative e possui financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.


Fonte: Noticias/Saúde e Ciência

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Fábulas


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Outro dia, aqui mesmo no nosso CORREIO, falei sobre a absurda repressão sofrida pelas versões originais das histórias infantis. O tal “politicamente correto” levado ao extremo produz barbaridades. Comecei com o “Atirei o pau no gato” e por ai afora.
No amanhecer hoje, um estranho fenômeno aconteceu na porta de casa. Tenho uma grande quantidade de árvores frondosas no jardim da frente, grandes mesmo, todas plantadas por Bia e eu. Um jambolão gigante tornou-se morada de centenas de passarinhos, self-service de outros tantos durante a época de frutos. Uma bela colônia de morcegos por lá mora, itinerante. Ora se instala, ora desaparece. Um ipê rosa se emaranha no jambolão em namoro secreto.

Duas cariotas, quase a tocar o céu, apóiam ninho de gavião carcará, que, aliás, anda muito feliz com as queimadas urbanas, acredito que apenas eles estejam em festa, pois é durante e depois delas que mais gostam de caçar.

Mais ipês, sete-de-copas, mama-cadela vigorosa, e outras tantas, completam mini mata.
Ao sair para o trabalho notamos um aranzé de folhas espalhadas, mais do que de costume e, em área bem delimitada, apenas folhas de ipê. Parecia que bando de bugios tinha passado só por aquela árvore e chacoalhado com força os galhos. Talvez na tentativa de derrubar algum ninho ou fazer voar passarinho ainda tonto de sono. Mas como chegaram ali sem passar por outras árvores, rastro no chão não havia. Fica o mistério que me proponho a desvendar em uma ou duas noites de campana. Se for bicho descubro. Depois conto.

Olhando aquelas folhas grama afora me lembrei da musiquinha infantil “O cravo Brigou com a Rosa.” Se fosse cair na armadilha do policiamento ideológico que sataniza tudo e todos, imagino como seriam as notícias sobre o enredo da cantiga.

Nos noticiários: Briga violenta entre Cravo e Rosa acaba em delegacia. Cravo teve ferimentos leves, foi atendido na UAI e liberado. Já Rosa, despedaçada, encontra-se em observação no Hospital de Clínicas, sem previsão de alta. Cravo foi indiciado com base na lei Maria da Penha, autuado, responderá em liberdade.

Manchete do dia seguinte: Margaridas, Açucenas e Camélias ainda em luto por irmã que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu, organizam passeata em todo país contra violência. Redes sociais bombando. Hashtag com sua centilha da semana: #perfumesimespinhosnao. Não criamos monstros contando histórias, eles são formados a exemplos. Como os bugios fantasmas de meu jardim, plantamos idéias, conceitos e preconceitos em nossas crianças conforme agimos. Cantando? Jamais.










Fábulas






Publicado Jornal Correio em 27 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Reposição hormonal

Homens também precisam da reposição hormonal; veja dica de especialista

Os problemas de saúde que surgem com o passar dos anos, como a redução dos hormônios, não é exclusividade das mulheres. A popularmente conhecida “andropausa” – na verdade um termo incorreto faz analogia a menopausa – afeta os homens a partir dos 40 anos e é denominada Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou Hipogonadismo Senil. Os sintomas, segundo o urologista Luiz Mauro Coelho Nascimento, vão desde a diminuição do desejo sexual a piora da qualidade das ereções, e assim como nas mulheres, pode causar depressão, osteoporose , alteração de humor e insônia.

Para o médico, mesmo a queda dos hormônios masculinos sendo lenta e progressiva em relação às mulheres, o crescente aumento da expectativa de vida fará com que a “andropausa” chegue a todos os homens em idade mais ou menos avançada. “Nos últimos anos o interesse em estudos envolvendo o homem idoso aumentaram significativamente, trazendo uma relação muito forte entre hormônios masculinos e função sexual, osteoporose, depressão e qualidade de vida”, disse o especialista.

A redução da testosterona pode ainda estar associada a algumas doenças como obesidade, estresse, diabetes, Aids, alcoolismo e insuficiência renal, hepática e respiratória. Para o diagnóstico em pacientes com suspeita de hipogonadismo senil, recomenda-se procurar um especialista e fazer uma avaliação laboratorial, com a dosagem da testosterona biodisponível. “Se diagnostica a DAEM, poderá ser realizada a reposição hormonal. O tratamento é contra-indicado para pacientes com de câncer de próstata ou mama, obstrução urinária grave e apnéia do sono”, afirmou Luiz Mauro.


Fonte: Jornal Correio