Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

whstutz@gmail.com



Este Blog é independente, sem vínculo oficial com instituição alguma.
Todos
estão convidados a contribuir com informações de interesse coletivo.





terça-feira, 30 de setembro de 2008

Conhece o SUS?



Você conhece o SUS de fato?

Responda o questionário sobre o Sistema Único de Saúde do Portal Saúde Infonews, e avalie seu grau de conhecimento real.

Clique AQUI

Falsificação

Falsificação de remédios movimenta US$ 75 bilhões


A falsificação de remédios movimenta pelo menos US$ 75 bilhões, "muito acima do tráfico ilegal de drogas", com a diferença de que o risco para quem comete estes crimes é "muito menor".

Esta é a estimativa do diretor de segurança global da companhia de pesquisa biomédica Pfizer Internacional, David Shore, que afirma que é "muito difícil conhecer a magnitude real do problema", embora acredite que este mercado cresça ao ano a um ritmo de 30%.

A internet se transformou no trampolim deste comércio de escala global e a Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte de que 62% dos medicamentos vendidos na rede são falsos, com a ameaça que isto representa para a saúde da população.

Segundo os prognósticos do Center for Medicine in the Public Interest, dos Estados Unidos, este mercado alcançará um volume de aproximadamente 55,5 bilhões de euros em 2010, com um aumento de mais de 90% desde 2005.



Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br

Cigarro eletrônico

Cigarro eletrônico é desaconselhado para deixar vício


Parar de fumar fumando é o sonho de consumo dos fumantes. E há sites que prometem exatamente isso: vendem o cigarro eletrônico como uma forma de fumar sem prejudicar a saúde e sem importunar as pessoas.

O produto é anunciado como um tratamento antitabagismo altamente eficaz. Mas há uma semana a OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou um alerta, desaconselhando o método.

"Da forma como [o produto] está sendo comercializado, é um engodo", afirma Paula Johns, diretora da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo). Não há nenhuma evidência científica sobre sua segurança e ele não pode ser apresentado como tratamento. "Há um consenso brasileiro sobre os tratamentos aprovados, e esse cigarro não está incluído", diz Johns.

Há pelo menos um site brasileiro vendendo a engenhoca como tratamento. Por R$ 380, entrega-se o produto em qualquer lugar do país. Basicamente, é um tubinho de aço com um cartucho de nicotina, que é aspirada com vapor d água em quantidades determinadas.

Sergio Ricardo Santos, coordenador do PrevFumo, núcleo de prevenção ao tabagismo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que o grande problema é que o método mimetiza o ritual do ato de fumar.

"Outras formas de reposição de nicotina, como adesivos ou goma de mascar, não são prazerosas. O cigarro eletrônico é e, portanto, não atua nos gatilhos comportamentais que estimulam a vontade de fumar. E dificilmente alguém abandona o cigarro sem mudar o seu comportamento em relação a ele."

Fonte: www.portaldoconsumidor.gov.br
citado em:
Portal Saúde InfoNews

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Agito de segunda

Segunda-feira agitada no Laboratório de Animais Peçonhentos!


Parição dela acabou agorinha. Clique nas fotos para ampliar e observar a beleza dos detalhes.
Tityus bahiensis - perpetuação maravilhosa.





Bothriurus araguayae - Mascotinha, inofensiva para humanos será solta hoje, foi salva!

Processo seletivo

Saiu o edital para o PROCESSO SELETIVO DO EPISUS/SVS/MS

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
EDITAL Nº. 10/SVS, DE 21 DE SETEMBRO DE 2008
PROCESSO SELETIVO DO EPISUS/SVS/MS

O Secretário de Vigilância em Saúde Substituto torna público, para conhecimento dos interessados, que
estão abertas as inscrições para a seleção de candidatos ao Programa de Treinamento em Epidemiologia
Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EPISUS) da Secretaria de Vigilância em Saúde
(SVS)/MS – Turma 2009/2011.

1. INFORMAÇÕES PRELIMINARES

1.1 - O EPISUS/SVS/MS é um programa de treinamento conduzido pela Secretaria de Vigilância em
Saúde (SVS/MS), implantado em agosto de 2000. O treinamento é predominantemente prático, tem
duração de 2 (dois) anos, é supervisionado por técnicos graduados no EPISUS da SVS/MS, com apoio
técnico de consultores dos Centers for Diseases Control and Prevention (CDC) de Atlanta, Geórgia,
EUA.
1.2 - Objetivo: O EPISUS/SVS/MS tem como propósito principal capacitar profissionais de saúde na área
da epidemiologia aplicada aos serviços do SUS para investigar surtos/epidemias e eventos inusitados;
avaliar sistemas de vigilância de saúde pública; analisar dados de sistemas de informação em saúde;
divulgar informações de saúde pública; gerenciar e liderar equipes para as atividades de epidemiologia de
campo; servir como referência científica nacional para a epidemiologia de campo e capacitar outros
profissionais de saúde em epidemiologia de campo.

2. PARTICIPAÇÃO E REQUISITOS

2.1 - Estão aptos a participar os profissionais com curso superior completo em uma das seguintes áreas:
Biologia, Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, Microbiologia, Nutrição
e Odontologia.
2.2 - Pré-Requisitos: O candidato deve atender a todos os seguintes pré-requisitos:
2.2.1 – Médicos - mínimo de 1 (um) ano de experiência prática de trabalho (incluindo tempo de
residência) ou, 1 (um) curso concluído de pós-graduação (especialização ou mestrado ou doutorado), nas
áreas de concentração especificadas no subitem 2.2.3 deste edital.
2.2.2 - Biólogos, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, médicos veterinários, microbiologistas,
nutricionistas e odontólogos - mínimo de 2 (dois) anos de experiência prática de trabalho após a
conclusão do curso de graduação e, pelo menos, l (um) curso concluído de pós-graduação (especialização
ou mestrado ou doutorado) nas áreas de concentração especificadas no subitem 2.2.3 deste edital.
2.2.3 - Áreas de concentração dos cursos de pós-graduação: a) Ciências Sanitárias; b) Clínica Médica; c)
Doenças Infecciosas e Parasitárias; d) Epidemiologia; e) Geriatria; f) Ginecologia e obstetrícia; g)
Infectologia; h) Infecção Hospitalar; i) Medicina Preventiva; j) Medicina Sanitária; k) Medicina Social ou
Comunitária; l) Medicina Tropical; m) Pediatria; n) Saúde Coletiva; o) Saúde da Criança; p) Saúde
Materna; q) Saúde da Família; r) Saúde do Trabalhador; s) Saúde Pública; t) Serviços de Investigação
Sanitária; u) Urgências Médicas e Sanitárias; v) Vigilância Ambiental em Saúde; x) Vigilância
Epidemiológica; z) Vigilância Sanitária.
2.3 - Número de vagas: Serão oferecidas 14 (quatorze) vagas.

3. FASES DO PROCESSO SELETIVO

O processo seletivo será realizado em três etapas.
3.1 - Primeira etapa: 22 de setembro a 05 de novembro de 2008 - inscrição e cadastro curricular básico no
Formsus: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=2091
3.1.1 - Resultado da primeira etapa: a partir de 11 de novembro de 2008 disponibilizado em ordem
alfabética no site http://www.saude.gov.br/svs. Os candidatos pré-selecionados nesta etapa deverão
confirmar sua participação na segunda etapa do processo seletivo, dentro de 3 (três) dias a partir da
divulgação do resultado. O endereço eletrônico para a confirmação é selecao.episus@saude.gov.br,
sendo que a não confirmação dentro deste prazo implicará na eliminação automática do candidato. O
número de pré-selecionados nesta etapa corresponderá a 112 (cento e doze) candidatos.
3.2 - Segunda etapa de 11 a 23 de novembro 2008: envio do currículo detalhado na Plataforma Lattes:
http://lattes.cnpq.br, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e das
documentações especificadas no item 4 deste edital. Toda documentação deverá ser encaminhada pelos
Correios, preferencialmente por SEDEX, sendo vetado o envio por outros meios.
Endereço:
Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde
Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada ao SUS (EPISUS)
Setor Comercial Sul (SCS) Quadra 4, Bloco A, Edifício Principal, 6º andar
CEP: 70.304-000 - Brasília-DF
3.2.1 - Resultado da segunda etapa a partir de 12 de dezembro de 2008. Os candidatos pré-selecionados
nesta etapa deverão confirmar sua participação na terceira e última etapa do processo seletivo, dentro de 3
(três) dias a partir da divulgação do resultado. O endereço eletrônico para a confirmação é
selecao.episus@saude.gov.br, sendo que a não confirmação dentro deste prazo implicará na eliminação
automática do candidato. O número de pré-selecionados nesta etapa corresponderá a 42 (quarenta e dois)
candidatos.
3.3 - Terceira etapa de 17 a 24 de janeiro de 2009: Curso Introdutório, em Brasília/DF, conforme
especificado no item 5.3 deste edital.
3.3.1 - Resultado da terceira etapa a partir de 26 de janeiro de 2009. Os candidatos selecionados nesta
etapa deverão confirmar sua participação no treinamento, dentro de 3 (três) dias a partir da divulgação do
resultado. O endereço eletrônico para a confirmação é selecao.episus@saude.gov.br, sendo que a não
confirmação dentro deste prazo implicará na eliminação do candidato e convocação do candidato
classificado subseqüentemente, conforme especificado no item 5 deste edital.

4. DOCUMENTAÇÃO

4.1 - Os dados solicitados no item 3.2 deverão ser postados em envelope que deverá conter em seu
interior, mais dois envelopes, contendo cada um, cópias do Currículo Lattes com os seguintes documentos
anexados, na ordem abaixo especificada:
4.1.1 - Carteira do conselho profissional, que contenha fotografia, número da identidade emitida por
Secretarias de Segurança Pública e número do CPF. Caso a carteira do conselho profissional não
contenha estas informações, o candidato deverá anexar cópias da carteira de identidade e do CPF;
4.1.2 - Diploma ou declaração institucional (em papel timbrado) de conclusão do curso de graduação, em
uma das áreas especificadas no item 2.1 deste edital;
4.1.3 - Certificado ou declaração institucional (em papel timbrado) de conclusão de curso de pósgraduação
nas áreas especificadas no subitem 2.2.3 deste edital;
4.1.4 - Comprovante(s) de curso(s) de atualização (formação complementar), realizados entre 2005 e
2008 e com carga horária de 40 a 359 horas;
4.1.5 - Comprovante de vínculo institucional (em papel timbrado), caso trabalhe atualmente ou do último
emprego;
4.1.6 - Comprovante institucional de experiência prática em cargo ou função de nível superior, em pelo
menos uma das áreas especificadas no item 2.2.3;
4.1.7 - Comprovante(s) de curso(s) de inglês ou testes de proficiência na língua inglesa;
4.1.8 - Cópias completas de artigos científicos sobre temas da área da saúde, publicados como primeiro
autor, em periódicos indexados;
4.1.9 - Cópias completas de trabalhos completos sobre temas da área da saúde, publicados como primeiro
autor, em anais de congressos científicos;
4.1.10 - Cópias completas de resumos ampliados sobre temas da área da saúde, publicados como primeiro
autor, em anais de congressos científicos;
4.1.11 - Cópias completas de resumos sobre temas da área da saúde, publicados como primeiro autor, em
anais de congressos científicos;
4.1.12 - Cópias da capa e contracapa de livros técnicos sobre temas da área da saúde, publicados pelo
autor (não anexar cópia integral do livro);
4.1.13 - Cópias da capa e contracapa de capítulos de livros sobre temas da área da saúde, publicados
como primeiro autor (não anexar cópia integral do capítulo do livro);
4.1.14 - Cópia(s) da capa e página que relaciona o nome do autor ou elaborador ou colaborador em
manuais técnicos, guias de vigilância, manuais educativos na área de saúde, que o candidato tenha
participado e que tenha sido oficialmente publicado (não anexar cópia integral);
4.1.15 - Cópias de certificado(s) de apresentação (ões) na modalidade oral feitas pelo próprio candidato,
entre 2005 e 2008, em congressos científicos sobre temas da área da saúde;
4.1.16 - Cópias de certificado(s) de apresentação (ões) na modalidade pôster feitas pelo próprio candidato,
entre 2005 e 2008, em congressos científicos sobre temas da área da saúde;
4.1.17 - Carta de Intenção escrita do próprio punho (original e uma cópia), utilizando caneta esferográfica
de cor azul e desenvolvida em no máximo 30 (trinta) linhas. A carta deverá conter o nome completo do
candidato, cidade de residência e data, e o endereço para o acesso ao currículo da plataforma Lattes (ex.:
http://lattes.cnpq.br/8004924035049003). O conteúdo da carta deverá ser descrita de forma narrativa
numa abordagem que envolva aspectos relativos aos conhecimentos do candidato sobre o treinamento, a
experiência profissional na área de abrangência do treinamento, quando houver; interesse pessoal do
candidato no EPISUS; possibilidades de aproveitamento em sua atuação profissional após o término das
atividades e expectativas em relação ao treinamento.

5. AVALIAÇÃO

A pontuação máxima será de 100 (cem) pontos e serão classificados no processo seletivo os candidatos
com pontuação final igual ou superior a 70 pontos. Serão convocados para assumir as vagas, os 14
(quatorze) candidatos com as melhores classificações, tendo como base:
5.1 - Na primeira etapa, 15 (quinze) pontos baseados na análise das informações registradas no cadastro
curricular básico.
5.2 - Na segunda etapa, 25 (vinte e cinco) pontos baseados na análise do currículo da Plataforma Lattes
do CNPq e prova de títulos.
5.3 - Na terceira etapa, 60 (sessenta) pontos baseados na avaliação do candidato durante o Curso
Introdutório, quando serão analisados os aspectos referentes a:
a) Desempenho nas entrevistas individuais;
b) Teste de conhecimentos específicos composto por interpretação de artigo científico com análises de
tabelas e gráficos e uma redação na língua portuguesa;
c) Assiduidade de 100% (freqüência e pontualidade);
d) Avaliação do nível de domínio em informática (utilização de programas estatísticos, editores de texto,
planilhas e gráficos);
e) Avaliação do nível de empenho na implementação das tarefas solicitadas, incluindo participação em
dinâmicas de grupo, com observação de aspectos relacionados à: capacidade de trabalhar em equipe,
organização, cooperação, liderança, comunicação, motivação, reação ante a supervisão, criatividade e
espontaneidade.

6. CRITÉRIOS DE DESEMPATE

Para efeito de desempate serão utilizados, sucessivamente, os seguintes critérios:
6.1 - Primeira etapa:
a) Candidatos da área de medicina.
b)Candidatos das áreas de biologia, biomedicina, enfermagem, farmácia, medicina veterinária,
microbiologia, nutrição e odontologia com pós-graduação em Saúde Pública ou Coletiva ou
Epidemiologia.
7.2 - Segunda etapa: Maior pontuação na Carta de Intenção.
7.3 - Terceira e última etapa:
a) Candidatos com maior pontuação na redação da Língua Portuguesa;
b) Candidatos com maior pontuação no teste de conhecimentos específicos.
7. CRITÉRIOS DE ELIMINAÇÃO
7.1 - Na primeira etapa serão eliminados os candidatos com cursos de graduação em áreas diferentes das
especificadas no item 2.1 ou que não atenderem aos pré-requisitos descritos no item 2.2 deste edital.
7.2 - Na segunda etapa serão eliminados os candidatos que não apresentarem cópias dos documentos
abaixo:
a) Carteira do conselho profissional, contendo fotografia, número e órgão emissor da carteira de
identidade e número do CPF;
b) Diploma ou declaração institucional de conclusão de curso de graduação (declaração em papel
timbrado);
c) Certificado ou declaração de conclusão de curso(s) de pós-graduação em uma ou mais das áreas
listadas ou compatíveis com as especificadas no subitem 2.2.3 deste edital, caso tenha referido no
Currículo Lattes - constando data da defesa da monografia, dissertação ou da tese) do(s) curso(s).
d) Comprovante ou declaração, em papel timbrado, do tempo de experiência em cargo/função de nível
superior, inclusive tempo de residência ou de outros treinamentos realizados em serviço, depois do curso
de graduação, caso tenha referido no Currículo Lattes.
7.3 - Na terceira e última etapa serão eliminados os candidatos que não freqüentarem 100% do Curso
Introdutório e aqueles que não atingirem o mínimo de 70 pontos, conforme descrito no item 5 deste edital.

8. BENEFÍCIOS

Mensalidade – auxílio financeiro de R$ 3.000,00 (três mil reais), sujeito a reajuste e possível inclusão de
auxílio financeiro para pagamento de Plano de Saúde.

9. DISPOSIÇÕES FINAIS

9.1 - O candidato selecionado que confirmar participação no treinamento receberá passagem para seu
deslocamento no início e ao final do treinamento (somente no caso de retornar ao seu destino de origem).
9.2 - O local do treinamento será na Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde em
Brasília-DF, para todos os candidatos selecionados, com duração de 2 (dois) anos, com uma carga horária
aproximada de 3.600 (três mil e seiscentas) horas presenciais e início previsto para 25 de fevereiro de
2009.
9.3 - Os treinandos receberão um certificado do Ministério da Saúde e do CDC ao término do curso,
mediante cumprimento dos créditos obrigatórios e avaliação de aproveitamento.
9.4 - O candidato selecionado deverá prestar regime de dedicação exclusiva ao treinamento e atender aos
horários fixados pela área treinadora, inclusive ficando à disposição para o deslocamento do local de
treinamento em qualquer dia ou hora da semana.
9.5 - Não serão aceitas inscrições de profissionais de outras áreas ou de outras categorias profissionais
que não aquelas citadas no item 2 deste edital.
9.6 - Estrangeiros poderão se candidatar desde que tenham Visto Permanente no Brasil e licença
profissional para exercício no País. No caso de diploma estrangeiro, os documentos deverão ser
traduzidos para o português – tradução oficial (tradutor juramentado) e autenticados no consulado
brasileiro do país onde funciona o estabelecimento que os expediu, salvo no caso de acordos bilaterais
que prescrevam tal exigência.
9.7 - Servidores públicos em qualquer esfera - Federal, Estadual ou Municipal, poderão atender ao
treinamento se: i) aprovados no processo seletivo; ii) forem ocupantes de cargo ou função de nível
superior; e iii) com liberação da Instituição de origem, conforme legislação ou acordos vigentes.
9.8 - A SVS/MS se reserva o direito de alterar os períodos do processo seletivo cuja comunicação será
divulgada no site www.saude.gov.br/svs.
9.9 - Em todas as etapas, os resultados serão divulgados por ordem alfabética e serão disponibilizados na
página da SVS, sendo disponibilizado no site www.saude.gov.br/svs.
9.10 - Em todas as etapas, os candidatos pré-selecionados deverão confirmar a participação pelo endereço
e-mail: selecao.episus@saude.gov.br, dentro de 3 (três) dias a partir da divulgação do resultado. A não
confirmação dentro deste prazo implicará na eliminação automática do candidato.
9.11 - Outras situações não descritas neste Edital serão avaliadas pelo Corpo Técnico da SVS/MS.
9.12 – A qualquer tempo, o presente Edital poderá ser revogado ou anulado, no todo ou em parte, seja por
decisão unilateral da SVS/MS, seja por motivo de interesse público ou exigência legal, sem que isso
implique direitos à indenização ou reclamação de qualquer natureza.
9.13. Os casos omissos e as dúvidas suscitadas deverão ser enviados para o endereço eletrônico
selecao.episus@saude.gov.br.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA CONSULTA

• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica, 6ª
edição Brasília, Ministério da Saúde, 2005.
• Gregg, M.B. Field Epidemiology, 2ed. Editora: Oxford University Press, 2002
• Brasil. Lei n.8080, 19 de setembro de 1990.
• Brasil. Lei n.8142, 28 dezembro de 1990.
• Medronho, R.A. et al. Epidemiologia. Editora: Atheneu. 2003.
• Jekel, J.F. et al. Epidemiologia, Bioestatística e Medicina Preventiva. Editora: Artmed. 1999.
• Rothman KJ, Greenland S. Modern epidemiology. Lippincott-Raven Publishers, Philadelphia, 1998.

Original Assinado
FABIANO GERALDO PIMENTA JÚNIOR
Secretário Substituto

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Transplantes I

Lista de espera por transplante no Brasil será divulgada na Internet


A lista de pacientes que aguardam um transplante de órgãos no país, atualmente restrita ao Sistema Nacional de Transplantes, passará a ser publicada na internet, anunciou hoje o Ministério da Saúde. A novidade faz parte de um pacote de medidas lançadas nesta quinta-feira, em Brasília, para estimular a doação e o transplante de órgãos. Atualmente, existem no país 71.349 pacientes na lista de espera no Brasil.

As inscrições de pacientes candidatos a transplantes via internet deverão ser feitas por um profissional da saúde que terá a obrigação de manter os dados atualizados, informou o ministério. Os pacientes inscritos poderão acompanhar o andamento das listas pela web, com o objetivo de inibir eventuais fraudes ou irregularuidades.

Os pacientes que contam apenas com o SUS (Sistema Único de Saúde) também serão beneficados pelas novas medidas. Para evitar que eles fiquem para trás na fila dos transplantes, uma vez que os usuários das redes de saúde particulares têm mais facilidade para realizar os exames necessários, o ministério vai oferecer uma melhor remuneração para os exames feitos pelo SUS. Esses pacientes poderão, ainda, fazer exames em instituições privadas ou filantrópicas credenciadas ao sistema público.

Além disso, o ministério anunciou um reajuste nos valores pagos por transplante para as equipes e os hospitais envolvidos nas cirurgias. Transplantes de coração são os que terão o maior reajusta, de 40%, passando de R$ 22,2 mil para R$ 31,1 mil. No caso da cirurgia envolvendo medula óssea, o aumento é de 30%, na de pulmão, de 20% e na de fígado, pâncreas e rins, de 10%.

De acordo com informações do ministério, o impacto anual será de R$ 60 milhões nos gastos públicos, levando o orçamento total a R$ 500 milhoes por ano. O governo pretende ainda dar uma bonificação de 100% para procedimentos que resultem efetivamente em transplante.

O ministério vai criar, ainda, a OPO, Organização de Procura de Órgãos. Serão várias delas e cada uma será responsável por áreas geográficas específicas, englobando suas comissões hospitalares. O papel dessas organizações é fazer uma ponte entre Sistema Nacional de Transplantes e as centrais estaduais e comissões hospitalares.

Doadores de rim, parte de fígado e de pulmão passarão a ter acompanhamento preferecial após a cirurgia, com duas revisões no primeiro ano e, depois, uma vez por ano, sem limite de prazo.


Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br

Transplantes II

Sistema Nacional de Transplantes terá novas medidas

Brasília - Um conjunto de medidas para o Sistema Nacional de Transplantes será lançado hoje (25), às 14h, em Brasília, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. As medidas buscam, entre outros objetivos, o aumento do número de doadores de órgãos e a melhoria da transparência da fila de espera por transplante.

Também vai ser lançada a Campanha Nacional de Doação de Órgãos. O tema deste ano é Tempo é Vida. Doe órgãos. Doe Vida. Para ser um Doador, Avise sua Família. Além disso, será entregue o prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos a profissionais de saúde e instituições.

De manhã, Temporão participa, às 9h, da abertura do Congresso Mundial de Neuroreabilitação no Hospital Sarah. É a primeira vez que a América do Sul sedia um evento da Federação Mundial de Reabilitação.


Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Poluição x Coração

Poluição prejudica ritmo do coração, diz estudo


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que a poluição do ar prejudica a habilidade do coração de manter seu ritmo de batimento.

Na pesquisa, os cientistas avaliaram durante dez meses eletrocardiogramas de 48 pessoas que haviam passado recentemente por internações devido a problemas cardíacos como infartos, angina ou agravamento de problemas coronarianos.

Os pacientes foram expostos a micropartículas produzidas na queima de combustíveis fósseis, como as que são produzidas por veículos automotores.

Os estudiosos verificaram que os pacientes, especialmente os que estavam se recuperando de ataques cardíacos, apresentaram alterações no ritmo cardíaco durante o curso do estudo.

Mais estudos necessários

Estudos anteriores já haviam indicado que a poluição formada por micropartículas aumentava o risco de infarto. A nova pesquisa, divulgada na publicação científica "Circulation", reforça essa tese, e as alterações verificadas são consistentes com uma pobre oxigenação do coração.

"Nosso estudo fornece mais razões para evitar ou reduzir exposição ao trânsito pesado depois de receber alta, mesmo para aqueles que não tiveram um ataque cardíaco já que o trânsito leva à exposição a poluentes e também causa estresse", disse Diane Gold, cientista que liderou o estudo.

Ela disse que mais estudos são necessários para analisar os mecanismos por trás da anomalia no ritmo cardíaco associada à poluição, observada no estudo.

Entretanto, Gold diz que a explicação mais provável é que ela é diretamente provocada por um fluxo inadequado de sangue no coração ou inflamação do músculo cardíaco.

Fonte:http://cienciaesaude.uol.com.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Entrevista: Dr. Eugênio Vilaça

Recebemos de Rubia, repassamos

Intimamente ligada à estratégia Saúde da Família, e ao
seu sucesso, estão as Redes de Atenção à Saúde no
Sistema Único de Saúde. O consultor em Saúde Pública
Eugênio Vilaça, em entrevista à Revista Brasileira Saúde
da Família, explica o que são as Redes.


Por que as redes de atenção à saúde no SUS?

Eugênio Vilaça - Os sistemas de atenção à saúde são respostas sociais às
necessidades de saúde de uma população. As necessidades de saúde da
população brasileira expressam-se numa situação de saúde que se caracteriza
por uma transição demográfica muito acelerada e uma transição epidemiológica
singular. A população idosa é de 9% da população total e atingirá, em 2025, 15%, mais de 40 milhões de pessoas. A PNAD 2003, do IBGE, revelou que 77% da população de 65 anos ou mais referiu ser portadora de doença crônica. Portanto, a transição demográfica aponta, no horizonte, para uma presença relativa maior de doenças crônicas no país.

O estudo de carga de doenças revelou que os anos perdidos ajustados por incapacidade (AVAIs) no Brasil têm a seguinte composição: 15% por
doenças infecciosas e parasitárias; 10% por causas externas; 9% por causas maternas e perinatais; e 66% por doenças crônicas. Se somarmos as causas maternas e perinatais e as doenças crônicas, constatamos que 75% dos anos perdidos são por condições crônicas. Esses dados configuram uma situação epidemiológica de tripla carga de doenças: as doenças infecciosas e parasitárias não foram superadas, há uma presença significativa de causas externas em decorrência da epidemia de violência e as condições crônicas já são responsáveis por ¾ das mortes e incapacidades.

Vão se consolidando, internacionalmente, as evidências de que as situações de saúde hegemonizadas pelas condições crônicas não podem ser respondidas, conseqüentemente, por sistemas de saúde fragmentados e organizados para o enfrentamento das condições agudas, por meio de equipamentos de pronto-atendimento ambulatorial e hospitalar. Essa incoerência entre a situação de saúde e sistema fragmentado praticado constitui o principal problema do SUS.

A solução para esse problema está em estabelecer a coerência entre a situação de tripla carga de doenças e a resposta social da saúde por meio da mudança do modelo de atenção à saúde vigente, o que convoca a implantação de redes de atenção à saúde, capazes de enfrentar, com efetividade e eficiência, as condições agudas e crônicas.

O que são as redes de atenção à saúde?

Vilaça - As redes de atenção à saúde são organizações poliárquicas de um conjunto de serviços de saúde, vinculadas entre si por uma missão única, por objetivos comuns e por uma ação cooperativa, que permitem ofertar uma atenção contínua e integral à determinada população, coordenada pela atenção primária à saúde - prestada no tempo certo, no lugar certo, com o custo certo, com a qualidade certa e de forma humanizada -, e com responsabilidades sanitária e econômica por essa população.

Dessa definição, emergem os conteúdos básicos das redes de atenção à saúde: apresentam missão e objetivos comuns; operam de forma cooperativa; são estabelecidas sem hierarquia entre os pontos de atenção à saúde, organizando-se de forma poliárquica; implicam contínuo de atenção nos níveis primário,secundário e terciário; convocam uma atenção integral com intervenções promocionais, preventivas, curativas, cuidadoras, reabilitadoras e paliativas; funcionam sob coordenação da atenção primária à saúde; e prestam atenção oportuna, em tempos e lugares certos, de forma eficiente e ofertando serviços seguros e efetivos, em consonância com as evidências disponíveis; focam-se no ciclo completo de atenção a uma condição de saúde; têm responsabilidades sanitárias e econômicas inequívocas por sua população; e geram valor para a sua população.

Quais são os elementos constitutivos das redes de atenção à saúde?

Vilaça - As redes de atenção à saúde constituem-se de três elementos: uma população; uma estrutura operacional, os componentes das redes de atenção à saúde; e um sistema lógico, o modelo de atenção à saúde.

A população é a razão de ser das redes de atenção à saúde. Para isso a população deve ser adscrita às redes e deve ser dividida em subpopulações, segundo os diferentes riscos. A vinculação da população às redes de atenção à saúde é papel inequívoco da atenção primária à saúde.

A estrutura operacional das redes de atenção à saúde envolve cinco componentes: o centro de comunicação, a atenção primária à saúde; os pontos de atenção secundária e terciária, as unidades especializadas ambulatoriais ou hospitalares; os sistemas de apoio, o sistema de apoio diagnóstico e terapêutico, o sistema de assistência farmacêutica e os sistemas de informação em saúde; os sistemas logísticos, o cartão de identificação dos usuários, o prontuário familiar, o
sistema de acesso regulado à atenção e os sistemas de transporte em saúde;
e o sistema de governança.

Os modelos de atenção à saúde são sistemas lógicos que organizam o funcionamento das redes de atenção à saúde, articulando, de forma singular, as relações entre a população e as subpopulações, os componentes das redes e as intervenções sanitárias, definidos em função da visão prevalecente da saúde, das situações demográfica e epidemiológica e dos determinantes sociais da saúde, vigentes em determinado tempo e em determinada sociedade.

Qual o papel da atenção primária à saúde nas redes de atenção à saúde?

Vilaça - A atenção primária à saúde constitui um nó fundamental nas redes de atenção à saúde, funcionando como um centro de comunicação. Isso significa que cabe à atenção primária à saúde regular os fluxos e contrafluxos de pessoas, produtos e informações nas redes de atenção à saúde.

A atenção primária à saúde, como elemento essencial das redes de atenção à saúde, implica sua consideração como uma estratégia de reorganização dos sistemas de atenção à saúde, e não meramente como um programa para pobres em regiões pobres ou, exclusivamente, como um nível básico de atenção à saúde.

A interpretação da atenção primária à saúde como estratégia de reorganização do sistema de atenção à saúde implica entendê-la como uma forma singular de apropriar, recombinar, reorganizar e reordenar todos os recursos do sistema de atenção à saúde para satisfazer às necessidades da população.

Essa visão contemporânea da atenção primária nas redes de atenção à saúde exige que ela se estruture a partir de seis atributos (primeiro contacto, longitudinalidade, integralidade, coordenação, orientação familiar e orientação comunitária) e cumpra três papéis (resolver mais de 85% dos problemas de saúde, comunicar os diferentes pontos de atenção à saúde e os sistemas de apoio e responsabilizar-se pela saúde da população adscrita).

A atenção primária à saúde praticada no SUS apresenta as condições para funcionar como centro de comunicação das redes de atenção à saúde?

Vilaça - Uma análise da evolução histórica da atenção primária à saúde no Brasil permite identificar oito ciclos evolutivos que começaram, na USP, no início do século XX, com a proposta da prof.ª Paula Souza de centros de saúde escola, até o ciclo vigente a partir de 1994, da atenção básica. Em todos os ciclos houve avanços consideráveis.

O ciclo atual da atenção básica, caracterizado pelo desenvolvimento e expansão do Programa de Saúde da Família (PSF), tem muitos resultados a comemorar, seja em termos de processos, seja em termos de resultados, como atesta a pesquisa feita pelo Ministério da Saúde sobre o impacto do PSF na mortalidade infantil em nosso país. Contudo, esse ciclo se esgotou e não tem condições de estruturar uma prática de atenção primária à saúde capaz de desempenhar adequadamente os papéis de um centro de comunicação das redes de atenção à saúde

Por isso, ainda que celebrando as conquistas do passado e do presente, torna-se necessário instituir um novo ciclo, o ciclo da atenção primária à saúde.

Não dá para ter uma atenção primária à saúde de qualidade, cumprindo com as funções de resolubilidade, de comunicação e de responsabilização nas redes de atenção à saúde, com uma prática que se realiza, muitas vezes, improvisamente, em casas alugadas, que opera com baixa densidade tecnológica, que é carente em tecnologia da informação, que tem uma carteira de medicamentos muito restringida, que funciona com base em cuidados profissionais prestados exclusivamente por médicos e enfermeiras, que não pode oferecer o autocuidado apoiado em função da ausência de equipes multiprofissionais, que apresenta sistemas de contratação de profissionais extremamente precarizados e que, em geral, não dispõe de uma gerência profissionalizada.

Por isso, há que se instituir um nono ciclo da atenção primária à saúde no Brasil, o que implicará assumi-la verdadeiramente, e não só discursivamente, como a estratégia de organização do SUS, em redes de atenção à saúde.

Essa mudança paradigmática significará uma atenção primária à saúde mais qualificada, adensada tecnologicamente, com mais recursos e que, para isso, deverá ser tomada como uma efetiva prioridade pelos gestores do SUS, nas três instâncias federativas. A implantação das redes de atenção à saúde no SUS começa por um choque de qualidade na atenção primária à saúde. Isso custará um pouco mais, em esforços e recursos financeiros, mas agregará valor à população brasileira.


Fonte:
Revista Brasileira de Saúde da Família
Número 19, julho/setembro 2008.

Responsabilidade sanitária

Recebemos de Maria Francisca Abritta Moro, repassamos para reflexão.

Palestra apresentada no VIII Seminário Nacional do Projeto Integralidade promovido pelo Laboeratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde

Responsabilidade sanitária: é possível definir o tamanho da integralidade no cuidado nos serviços públicos e privados?


Por Armando Raggio(*)

A integralidade é uma qualidade e não uma quantidade e, por isso, pode-se constatar quão difícil se torna mensurar aquilo que não tem tamanho, mas apenas é ou não é! Então como posso afirmar que é possível definir tal tamanho? Talvez ainda não possa fazê-lo agora, mas há muito que persigo esse objetivo, no início adotando instrumentos de medida, escalas e parâmetros para conferir sucessivamente sua pouca ou nenhuma serventia até que me deparei com a hipótese sobre a qual tentarei discorrer agora, estimulado pela participação nessa mesa.

A práxis da saúde é talvez a fonte mais remota daquilo que se configura como a aplicação do que se convencionou chamar de teoria do conhecimento, da relação entre o saber e o fazer no atendimento das necessidades subjetivas e objetivas do ser humano que sofre. A incompletude é um sentimento indispensável na composição do ser humano, tanto que se pode afirmar: não há ser humano sem a experiência da falta essencial, outro nome do sentimento de que não somos completos, atribuível às descobertas da psicanálise. Não é ousadia dizer, aliás, que ao contrário do pensamento dominante, de que os achaques e as dores físicas constituíram-se nas bases do desenvolvimento da clínica e da medicina em geral, o que realmente deu substrato ao desenvolvimento da escuta e do cuidado de quem sofre, foi esta falta absoluta, a falta que não tem repositório, a falta que não se cala, senão pela clínica. Uma evidência incontestável dessa verdade é que desde os tempos mais remotos os médicos tratam dos doentes com, sem ou apesar de tratamentos estabelecidos. A presença daquele que se inclina, que faz da palavra a consistência insofismável do sofrimento é o que define uma profissão como de saúde, qualquer que seja a parte do corpo, o momento do processo saúde/doença, a dimensão individual ou coletiva, a materialidade ou não da queixa, a opção de tratamento... Tanto assim que podemos dizer que há entre os denominados “profissionais de saúde” quem não honre esse atributo fundamental, como há entre leigos, quem o cumpra plenamente ainda que não o faça por intenção, por desejo de proceder como curandeiro ou com o dolo do curandeirismo.

A integralidade tem o tamanho das exigências do tratamento do indivíduo todo, sem divisão de qualquer natureza, a partir do seu domicílio sanitário, a partir do vínculo estabelecido pelo cuidado sem solução de continuidade, seja na prática pública ou privada. O gasto público com saúde se esvai em despesas predominantes com alocação de serviços remunerados por procedimento em busca de uma integralidade inalcansável. Esse gasto, tirante no máximo 20% com a chamada atenção básica que não consegue se estabelecer como Atenção Primária à Saúde, é a medida do esforço de reparar a separação em grupos por ciclo de vida, por gênero, por doença e por tudo mais, sem lograr a satisfação da demanda e sem alterar o perfil de morbidade e de mortalidade em proporções significativas. Esse gasto é a medida da integralidade pelo avesso, do que não se consegue alcançar, apesar desse dispêndio crescer mais e mais a cada ano.

É preciso tombar a pirâmide que subordina a atenção básica às chamadas "média e alta complexidades". A complexidade está nas pessoas e não nas máquinas, o complexo é o ser humano que sofre e o ser humano que o atende e sua relação se estabelece na Atenção Primária à Saúde, matriz da integralidade necessária, a instância de maior importância para a consolidação de uma sistema universal de promoção e proteção da saúde, subordinando as chamadas "média e alta complexidades", com Responsabilidade Sanitária.

(*) Armando Raggio é medico e membro do CONASS - Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Repassando

COMUNICADO À SOCIEDADE
Brasil no Conselho Executivo da OMS


Durante a 61ª Assembléia Mundial de Saúde da Organização Mundial de Saúde, realizada em maio de 2008 em Genebra, deliberou-se por unanimidade a participação do Governo do Brasil na composição do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde.

O retorno do Brasil ao Conselho Executivo aumenta o poder de decisão e a responsabilidade do país nas principais políticas de saúde do mundo. O Conselho Diretivo da OMS é composto por representantes de 34 países-membros e tem mandato de três anos. As reuniões ocorrem com periodicidade mínima semestral, normalmente em janeiro e em maio, quando ocorre anualmente a Assembléia Mundial de Saúde.

O Brasil integrará o conselho juntamente com o Afeganistão, Austrália, Azerbaijão, Bahrein, Butão, Bolívia, China, Dinamarca, Djibuti, El Salvador, Eslovênia, Estados Unidos, Iraque, Líbia, Jamaica, Japão, Kenya, Lesotho, Letônia, Libéria, Luxemburgo, Madagascar, Mali, México, Namíbia, Portugal, Romênia, Ruanda, Singapura, Sirilanka, Tailândia, Tonga e Turquia.O Brasil estará representado nesse conselho pelo Dr. Paulo Buss, Presidente da Fiocruz, e pelo Dr. Francisco Campos, Secretário de Educação e Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde.


O Brasil tem se destacado no cenário internacional com a experiência exitosa de expansão da atenção primária e pelo protagonismo no debate sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos, além das premiações conquistadas pelo Programa Nacional de DST/AIDS e pelo Programa Nacional de Imunização, que vem alcançando cobertura quase universal a crianças e idosos. A participação do país no Conselho Executivo da OMS é uma oportunidade de conferir visibilidade a avanços no Sistema Único de Saúde, considerado modelo democrático para a saúde pública no mundo. Como Presidente pro tempore do MERCOSUL, o Brasil tem também atualmente a missão de articulação entre os estados-membros para a melhoria das condições econômicas, sociais e de saúde na região. Como efeito da posição do Brasil no cenário internacional, o Governo Federal assumiu a responsabilidade sobre a organização e realização de Conferência Internacional de Monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio relativos ao Setor Saúde, prevista para os dias 18, 19 e 20 de Novembro de 2008 em Brasília.

Nota do Blog da Saúde

Nossos representantes no Conselho Executivo da OMS

Foi publicado hoje, (13/08/2008) no Diário Oficial da União um decreto presidencial que nomeou Paulo Marchiori Buss (Fundação Osvaldo Cruz) e Francisco Eduardo Campos (Nescon) como titular e suplente, para representar o Brasil no Conselho Executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia sobre os indicados AQUI

Animações morcegos



As animações em flash de morcegos, para utilização em palestras ou outras atividades de educação em saúde estão agora em endereços definitivos em formato zip. Basta baixar salvar e descompactar.

Os endereços

http://www.geocities.com/blogdasaude/frugivoro.zip
http://www.geocities.com/blogdasaude/pescador.zip
http://www.geocities.com/blogdasaude/hematofago.zip
http://www.geocities.com/blogdasaude/insetivoro.zip

Doação de órgãos


X Campanha Nacional de doação de órgãos


Para lembrar de mim...

"Dê meus olhos ao homem que nunca viu o sol nascer, nem o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher...

Dê meu coração a uma pessoa cujo coração nada lhe deu, a não ser dias de desespero, angústia e dor...

Dê meus rins a alguém que depende de uma máquina para continuar sua existência aqui nesta terra...

Tome meus ossos, cada músculo, cada fibra e nervo do meu corpo e encontre um jeito de fazer andar uma criança que nunca andou...

E se tiverem que queimar algo meu, deixe que sejam meus pecados, minhas omissões, minhas faltas, minhas fraquezas...

E, se por acaso, quiserem lembrar de mim, faça isso através de um gesto gentil, ou uma palavra de amor a alguém que necessite de você...

Se você fizer tudo isso que pedi certamente terei feito na minha morte o que não fiz em toda a minha vida..."

Doador Anônimo


Programação

• 22/09/08 – Abertura da Campanha com sessão solene na Câmara de Vereadores de Uberlândia, com palestras e discussões sobre o tema.

• 23/09/08 – Stand no Pratic Center, com distribuição de brindes e esclarecimentos ao público – Horário: a partir das 13:00 hs

• 24/09/08 – Coquetel de homenagens, Horário: 19:00 hs – Salão de Eventos do CDL.

• 25/09/08 – Praça da Prefeitura Municipal de Uberlândia – Stands com distribuição de brindes e esclarecimentos ao público. Horário: 08:30 às 17:30 hs.

• 26/09/08 – Praça Tubal Vilela com participação de cantores e artistas da região, sorteio de brindes, dinâmicas e conscientização sobre a doação de órgãos – Horário: das 15:00 às 21:00 hs.

• 27/09/08 – Encerramento com jantar italiano a partir das 20:00 hs. (Venda de ingressos.)


Centrais de Transplantes em Minas Gerais


CNCDO Metropolitana - Belo Horizonte
Tel: (31)3274 7181
E-mail: mgtranplantes@saude.mg.gov.br


CNCDO Leste - Governador Valadares
Tel: (33)3271 1909
E-mail: mgtx.gva@saude.mg.gov.br

CNCDO Zona da Mata - Juiz de Fora
Tel.:(32)3222 4700
E-mail: mgtx.jfo@saude.mg.gov.br

CNCDO Norte/Nordeste - Montes Claros
Tel.:(38)3229 2097
E-mail: mgtx.moc@saude.mg.gov.br

CNCDO Sul – Pouso Alegre
Tel.:(35)3422 0334
E-mail: mgtx.pa@saude.mg.gov.br

CNCDO Oeste – Uberlândia
Tel: (34)3218 2323/3212 1780
E-mail: mgtx@hc.ufu.br

Riscos

Estudo liga antibióticos na gravidez à paralisia do bebê

Um estudo ligou um pequeno número de casos de paralisia cerebral em bebês ao uso de antibióticos por mães que entraram em trabalho de parto prematuro.

O estudo britânico detectou 35 casos de paralisia cerebral em 769 crianças de mães de parto prematuro que receberam antibióticos. Já em 735 filhos de mães que não receberam o medicamento, foram detectados 12 casos de paralisia cerebral - quase três vezes menos.

Especialistas afirmam que mulheres grávidas não devem se sentir preocupadas ao usar antibióticos para tratar infecções.

A pesquisa foi a mais ampla já feita no mundo sobre o impacto de antibióticos em mães que entram em trabalho de parto antes da hora. O objetivo do estudo era investigar se o uso de antibióticos - que podem ajudar a combater uma outra infecção - por mulheres com sintomas de trabalho de parto prematuro pode melhorar a saúde dos bebês.

Antibiótico necessário

Em 2001, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, detectou que o antibiótico eritromicina traz benefícios imediatos em mulheres com trabalho de parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação), cujas bolsas de água romperam.

O medicamento retardou o começo do trabalho de parto e reduziu o risco de infecções e problemas respiratórios nos bebês. Agora, a nova pesquisa tenta avaliar o impacto que o uso de antibióticos teve nas crianças sete anos depois do parto.

Inesperadamente, o estudo sugere que tanto a eritromicina como o antibiótico co-amoxiclav podem aumentar o risco de danos no desenvolvimento - como dificuldade de caminhar ou problemas - e triplicar a chance de paralisia cerebral, no caso das mães com trabalho de parto prematuro.

Os cientistas não têm explicação para essa ligação entre o uso de antibiótico e a paralisia cerebral. "Nós suspeitamos que a infecção é um dos fatores (de risco), no caso de trabalhos de parto prematuro", disse o professor Peter Brocklehurst, da Universidade de Oxford.

"Antibióticos podem simplesmente suprimir os níveis de infecção para parar o trabalho de parto prematuro, mas o bebê continua em um ambiente hostil". Infecções durante a gravidez ou infância são alguns dos fatores que provocam a paralisia cerebral infantil.

Em carta a médicos e parteiros, Liam Donaldson - a principal autoridade de saúde do governo britânico - disse que apesar do estudo, as mães não devem deixar de usar antibióticos quando necessário, já que os medicamentos podem salvar vidas em casos de infecções.
"Esses estudos não significam que antibióticos não são seguros para serem usados em gravidez. Mulheres grávidas com sinais de infecção devem ser tratadas imediatamente com antibióticos", afirmou em nota a Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, uma associação britânica de médicos.

O estudo foi publicado na revista científica The Lancet.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Está na casca

Casca de alimento tem até 11 vezes mais nutriente que polpa


Estudo feito com 19 alimentos, que vão compor uma tabela de avaliação do teor nutritivo, apontou que a folha do brócolis chega a ter 5 vezes mais proteínas e 20 vezes mais carotenóides (precursor da vitamina A) que o talo. Já a laranja, conhecida por ser rica em vitamina C, fica atrás, por exemplo, da casca da jaca, que tem 11 vezes mais. A pesquisa comprova que a casca e folhas de algumas frutas, verduras e legumes, que normalmente vão para o lixo, são tão nutritivas quanto a própria polpa.

Os resultados, divulgados na terça-feira (16), fazem parte da nova lista de alimentos da tabela de composição nutricional de partes não-convencionais, geralmente descartadas. Já estavam na relação 20 outros alimentos. A tabela traz a análise de 11 itens: proteínas, carboidratos, lipídeos, fibras, vitamina C, carotenóides, cálcio, potássio, fósforo, ferro e água.

O estudo vem sendo realizado desde 2003 pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu (SP), a pedido do Sesi-SP. Conforme os resultados, todos os novos alimentos da tabela têm algum tipo de nutriente na casca, talo, rama, folha ou semente. Uma surpresa são as propriedades encontradas no cabelo do milho, que é rico em proteínas, vitamina C e potássio.

"Em alguns casos, constatamos que as partes descartadas são mais ricas que a própria polpa", diz a professora da Unesp, a agrônoma Giuseppina Pace Pereira Lima, que coordena o estudo. "O importante não é apenas o fato de as partes, que normalmente são jogadas no lixo, terem tanto teor de algum nutriente. Mas sabermos que elas têm nutrientes e que desperdiçamos." A professora lembra que 60% do lixo produzido no Brasil é orgânico e boa parte poderia ser aproveitada. "Podemos melhorar a qualidade da alimentação e ainda reduzir o lixo, que é um problema de saúde pública."

Para a nutricionista e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Eliana Cristina de Almeida, falta hábito da população para aproveitar melhor os alimentos. "Nosso lixo é o mais rico do mundo. A gente não pode pensar que a rama da cenoura ou as folhas do brócolis são resto", ressalta. Ao contrário. No Nordeste, lembra ela, a população sofre com deficiência de vitamina A, que pode causar cegueira noturna. "Tanto que o governo dá suplementação da vitamina. Mas para que pagar, se temos isso de graça nos alimentos, em partes que são jogadas no lixo, como folha de brócolis e casca de manga?", questiona.

Entretanto, a professora alerta que a manutenção dos nutrientes nos alimentos depende do preparo. "As vitaminas são voláteis. Quando o alimento for cozido, por exemplo, a dica é não usar água. E, se usar, aproveitá-la para fazer uma sopa, porque os nutrientes ficam na água", explica a professora. Além disso, o ideal é preparar alimentos cozidos ou assados, evitando frituras.

Para escolher os alimentos, foram levados em conta hábitos da população de baixa renda. "A gente sabia que essas partes tinham nutrientes. Mas não sabíamos quais e em que quantidade. É isso que o estudo está mostrando", explica a diretora de Alimentação do Sesi-SP, Tereza Watanabe. (Fonte: Niza Souza/ Estadão Online)

Fonte: www.portaldoconsumidor.gov.br

Malária

Brasil está entre 30 países com maior incidência de malária no mundo


O Brasil é um dos 30 países com maior incidência de malária no mundo, segundo informações divulgadas hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma doença que é considerada uma "assassina de crianças".

O relatório afirma que as crianças "são as vítimas fatais em 85% dos casos" e que a África representa 91% do total de mortes.

Estima-se que houve 1,4 milhão de casos de malária em 2006 no Brasil, com concentração de casos na região amazônica, onde de "10% a 15% da população está em risco".

A Colômbia também é citada no relatório da OMS entre os 30 países com alta incidência de malária, com 408 mil casos em 2006.

Nestes dois países sul-americanos quase todos os casos reportados foram confirmados. No mundo, 247 milhões de pessoas sofriam de malária em 2006 e 881 mil delas morreram, segundo a OMS.

No entanto, o documento afirma que aconteceram progressos na África, onde Eritréia, Ruanda e São Tomé e Príncipe reduziram pela metade as mortes causadas por malária.

O restante das mortes foi registrado principalmente na Índia e no Sudão, segundo o relatório da entidade.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou em entrevista coletiva que a malária pode matar "em 24 horas" e que é necessário colocar ao alcance da população os tratamentos mais eficientes existentes.

O maior uso de mosquiteiros tratados com inseticidas contribuiu em grande medida para o avanço na luta contra a malária e calcula-se que 39% da população do continente africano use este método de proteção.

Também aumentou muito o uso a longo prazo de mosquiteiros tratados, que são eficazes durante três anos e que representaram 70% das 36 milhões de unidades distribuídas dois anos atrás.

No entanto, o relatório ressalta que ainda "há muito que fazer", pois se estima que apenas 125 milhões de pessoas na África usem mosquiteiros, apesar de 650 milhões estarem em áreas de risco.

Enquanto isto, 100 milhões de pessoas, sendo 22 milhões na África e 70 milhões na Índia, foram protegidas pela pulverização de interiores com inseticidas.

Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Corpo Poético

No trânsito das linguagens

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Contatos para maiores informações:

Contorno Projetos e Ações
3216-2666

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Camargo Guarnieri


Orquestra Camargo Guarnieri se apresenta em Uberlândia

Nesta quinta-feira, 18 de setembro, às 20h30, acontece a apresentação do 3º Concerto da Orquestra Camargo Guarnieri – Temporada 2008, com o solista Tomaz Soares ao violino, destacando a genialidade de “Johann Sebastian Bach” através dos Concertos para Violino, Cordas e Contínuo.

O evento tem entrada gratuita e será realizado no CDL Convenções e Eventos, localizado na avenida Belo Horizonte, 1.920, no bairro Martins.

Boletim Fapesp

AGÊNCIA FAPESP - 17/9/2008

Barreiras aos anti-retrovirais

Estudo de pesquisadora do Inserm destaca que custo elevado de medicamentos protegidos por patentes pode colocar em risco a continuidade do programa brasileiro de DST e Aids nos próximos anos :http://www.agencia.fapesp.br/materia/9438/especiais/barreiras-aos-anti-retrovirais.htm

Expulsão estratégica

Pesquisa conclui que confisco do patrimônio dos jesuítas antecedeu a expulsão da ordem religiosa do Brasil no século 18 e, além do impacto econômico, fez parte do processo de reconfiguração do Estado português: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9439/especiais/expulsao-estrategica.htm

ENTREVISTAS Novas terras submarinas

Pesquisadores descobrem que área de recifes de corais em Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é duas vezes maior do que se pensava: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9440/entrevistas/novas-terras-submarinas.htm

NOTÍCIAS I

Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade Universidade Federal de São Carlos abre processo de seleção para programa de pós-graduação com atuação multidisciplinar, voltado para graduados em diversas áreas do conhecimento: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9441/noticias/mestrado-em-ciencia-tecnologia-e-sociedade.htm

NOTÍCIAS II

Ipea abre 80 vagas de nível superior Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada abre concurso para analistas de sistemas, técnicos de desenvolvimento e administração e técnicos de planejamento e pesquisa, com remuneração de R$ 8,5 mil a R$ 10,9 mil: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9442/noticias/ipea-abre-80-vagas-de-nivel-superior.htm

AGENDA

24º Workshop Temático do Centro de Toxinologia Aplicada

Evento, que será realizado no Instituto Butantan, em São Paulo, no dia 25 de setembro, enfocará caracterização funcional, estrutural e molecular de lectinas: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9443/agenda/24-workshop-tematico-do-centro-de-toxinologia-aplicada.htm

6º Congresso Brasileiro de Tecnologia e (Re)Habilitação CognitivaEvento organizado pela Sociedade Brasileira de Neuropsicologia ocorrerá entre 6 e 8 de novembro, em São Paulo: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9444/agenda/6-congresso-brasileiro-de-tecnologia-e-re-habilitacao-cognitiva.htm

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Oficina


Oficina “Aprendendo sobre plantas medicinais” acontece dia 27/09

Será realizado dia 27 de setembro das 8h às 15h no salão da ONG Rede Fito Cerrado sito à Av. Engenheiro Diniz, 1178 sl 305 Bairro Martins e promovida por ela mesma, a Oficina “Aprendendo sobre plantas medicinais”.

O objetivo da oficina é oferecer aos participantes maior conhecimento sobre a identificação, cultivo, plantio e produção de plantas medicinais, bem como o reconhecimento de espécies para uso terapêutico.

O evento está aberto a todo tipo de público que se interesse por algum tipo de tratamento alternativo utilizando plantas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 3218-2477 com Neire ou por e-mail redefitocerrado@gmail.com.

O cronograma das palestras está assim:


OFICINA 01

08:30 – 09:30 h: Plantio, cultivo e produção de mudas de plantas medicinais.
Ministradores: André e Renata.
09:30 – 10:00 h: Intervalo (coffee break).

OFICINA 02

10:00 – 11:00 h: Identificação botânica das plantas medicinais e preparação de exsicatas
Ministradores: Ana Angélica e Taíce.

OFICINA 03
11:00 – 11:40 h: Qual a planta certa? Reconhecimento das espécies de boldo, arnica e erva-cidreira.
Ministradores: André, Renata, Taíce e Ana Angélica.
12:00 – 13:30 h: Almoço

OFICINA 04
13:30 – 14:30 h: Preparação de extratos
Ministradores: Vilma e Neire.

OFICINA 05
14:30 – 15:30 h: Aplicação das plantas medicinais e fitoterápicos na fisioterapia.
Ministradora: Maria Francisca.

15:30 – 16:00 h: Encerramento.

Alerta

Infecções na gengiva podem gerar problemas cardíacos

As bactérias que causam infecções nas gengivas são fatores de risco para doenças cardíacas, pois interagem com as plaquetas do fluxo sanguíneo e podem contribuir para a formação de coágulos. Esta afirmação é de cientistas da Universidade de Bristol (Reino Unido) liderados por Howard Jenkinson, que apresentam as conclusões de seu estudo nesta quinta na sociedade de Microbiologia Geral, no Trinity College, em Dublin, e que foi publicada pelo jornal britânico Daily Mail.

Até agora se sabia que a falta de saúde da boca aumentava as probabilidades de ataque do coração ou de uma apoplexia, mas não se podia explicar a razão desta relação.

Em uma boca suja pode haver até 700 diferentes bactérias que, se entrarem na corrente sangüínea, podem provocar problemas cardíacos, independentemente de o indivíduo estar saudável, em boa forma física e no peso ideal.

Os cientistas descobriram que o principal do processo é que as bactérias procedentes da cavidade bucal e que chegam ao sangue provocam um agrupamento das plaquetas, que serve às vezes como escudo diante do sistema imunológico e de antibióticos.

Os cientistas consideram que as bactérias procedentes das gengivas infectadas aceleram o bloqueio das artérias.

Sua hipótese é que, ao entrarem na corrente sangüínea, estas bactérias inflamem e estreitem as paredes arteriais, embora outra possibilidade seja a de estes organismos se juntaram aos depósitos gordurosos presentes nas artérias, o que facilitaria a formação de coágulos.

Fonte: Terra Saúde

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Leishmaniose visceral

Esteróide anfíbio
Por Fábio de Castro


Agência FAPESP – A leishmaniose visceral está avançando no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 61% entre 2001 e 2006, quando foram registrados 4.526 casos. A doença, para a qual não foi desenvolvido novo medicamento desde 1912, é fatal em mais de 90% dos casos sem tratamento.

A solução para o problema pode estar na secreção da pele do sapo-cururu (Rhinella jimi). Um estudo de bioprospecção realizado por um grupo de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Butantan isolou, a partir do veneno do sapo, dois esteróides ativos capazes de destruir a leishmânia, o parasita causador da doença, sem causar danos às células de mamíferos. Uma das moléculas também mata o Trypanosoma cruzi, que causa a doença de Chagas.

Apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, o estudo foi coordenado por André Tempone, do Laboratório de Toxinologia Aplicada do Departamento de Parasitologia do Instituto Adolfo Lutz. Os resultados foram publicados na revista Toxicon.

"O foco do nosso laboratório são as doenças negligenciadas. O objetivo desse projeto era estudar os venenos de diversos anfíbios como ferramenta para a busca de novos fármacos. Depois de uma triagem feita com diversos animais, elegemos o sapo-cururu, já que ele mostrava aspectos interessantes para bioprospecção", disse Tempone à Agência FAPESP.

Segundo ele, o laboratório do Adolfo Lutz prefere estudar metabólitos secundários como esteróides e alcalóides. "Essas moléculas são mais interessantes do ponto de vista farmacêutico, por serem menores e mais fáceis de sintetizar", explicou.

Depois de eleger o sapo-cururu, os pesquisadores se dedicaram a todas as etapas de isolamento das moléculas. "A glândula parotóide do sapo conta com uma quantidade imensa de veneno, que tem uma toxicidade imensa. Mas, com a purificação da molécula ativa, eliminamos a parte tóxica e testamos o elemento ativo no parasita", disse Tempone.

As duas moléculas isoladas foram a telocinobufagina e a helebrigenina. Ambas se mostraram ativas contra a leishmânia. A segunda, também para o Trypanosoma cruzi. "Curiosamente, descobrimos na literatura que a telocinobufagina é produzida também pelo organismo humano. Não foi muito estudada, mas possivelmente tem funções no controle da pressão sangüínea", apontou.

Bioma negligenciado

A espécie de sapo estudada é típica da caatinga, uma região seca e inóspita para os anfíbios, cujo ciclo vital exige a presença de água. Essa característica contribui para a eficiência de seus mecanismos de adaptação. É possível que o animal use o veneno para se defender de predadores e também de microrganismos.

"Não sabemos ainda se o sapo usa esses esteróides para proteção, mas é possível que, como vivem em um lugar seco e têm pele muito sensível, eles sirvam para defender o animal de fungos e bactérias no chão", disse Tempone.

Segundo ele, o projeto teve uma contribuição fundamental do pesquisador do Instituto Butantan Carlos Jared, que realizou coleta de anfíbios em todo o país " inclusive no pouco estudado bioma da caatinga. Jared levantou a hipótese de que os esteróides são possivelmente incorporados pelo sapo por meio da dieta.

"Essas moléculas já eram conhecidas em plantas da região, mas até agora não haviam sido observadas no sapo. Possivelmente elas são conseguidas pelo animal por meio de um inseto que ingeriu determinadas plantas", disse Tempone.

Apesar da toxicidade da secreção da pele do sapo, os pesquisadores observaram que os esteróides, além de não apresentarem toxicidade para a célula hospedeira da leishmânia, também não têm atividade de hemólise, que é o rompimento das células vermelhas do sangue.

"Tudo isso faz com que essas moléculas sejam modelos interessantes. Agora que identificamos sua estrutura química, vamos tentar sintetizá-las e testar novos desenhos com potencial para uma eficiência ainda maior. O passo seguinte será a aplicação de testes em animais", afirmou Tempone, cuja pesquisa teve apoio dos pesquisadores Daniel Pimenta, do Instituto Butantan e Patrícia Sartorelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A doença é transmitida pela picada de flebotomíneos, hospedeiros do parasita leishmânia. O inseto se contamina ao sugar o sangue de mamíferos infectados e, ao picar um animal ou pessoa sadia, o flebótomo injeta secreção salivar com as leishmânias. A forma tegumentar da doença atinge as mucosas do corpo e causa lesões na pele, enquanto a leishmaniose visceral ataca o fígado humano e pode levar o indivíduo à morte.

Presente em todo o país, especialmente no litoral e na região Norte, a leishmaniose visceral avança a passos largos em território paulista, desde que o primeiro caso foi registrado, em 1985. "Em 2007, tivemos 256 casos e 21 óbitos. Até três meses atrás, haviam sido registrados 35 casos e dois óbitos no estado em 2008", destacou Tempone. De acordo com o cientista, não há no mercado medicamentos seguros para a forma fatal da doença, pois os utilizados são altamente tóxicos.

"Usamos até hoje o metal antimônio, cuja aplicação foi feita pela primeira vez em 1912. Os medicamentos são extremamente tóxicos. Para a doença de Chagas, só há um remédio, que tem 50% de eficácia se for administrado no início da doença. Mas o problema é que só se descobre a doença quando ela está avançada", afirmou.

O artigo Antileishmanial and antitrypanosomal activity of bufadienolides isolated from the toad Rhinella jimi parotoid macrogland secretion, de André Tempone e outros, pode ser lido por assinantes da Toxicon em
http://dx.doi.org/10.1016/j.toxicon.2008.05.008.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Obesidade em pauta

Exercícios podem "vencer" propensão genética à obesidade


Apesar de a genética cumprir um papel fundamental na obesidade, um novo estudo americano descobriu que a prática regular de exercícios físicos pode atenuar essa predisposição genética ao sobrepeso. De acordo com o estudo, 30% das populações européias apresentam variantes do gene FTO, associado com um aumento de mais de 20% nos riscos de obesidade. Porém, avaliando amostras do DNA e testes fisiológicos de 704 pessoas saudáveis, os pesquisadores notaram que o gene FTO não tinha nenhum efeito sobre aqueles com níveis de atividade física acima da média. O grupo mais ativo queimava, em média, 900 calorias a mais por dia do que o menos ativo, o equivalente a três ou quatro horas de atividades físicas, como caminhada rápida, limpeza da casa ou jardinagem, sendo menos afetados pela genética.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rubéola

Rubéola pode causar danos irreversíveis


Especialista diz que maiores prejuízos causados pelo vírus são em decorrência da Síndrome da Rubéola Congênita, transmitida de mãe para filho, na gravidez

Em entrevista à Agência Saúde, do Ministério da Saúde, Paulo Nader, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), disse que o grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto, na chamada Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Ela pode trazer danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.

O médico lembra que, mesmo quem já tomou a vacina, deve se vacinar novamente. “Esta nova dose irá garantir uma maior proteção”, resume. Outra observação importante é com relação ao público masculino: “É com a vacinação dos homens que se diminuirá também a chance de as mulheres que não forem vacinadas adquirirem a doença na gestação”, diz Nader.

AGÊNCIA SAÚDE – Como o senhor analisa a importância desta Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 9 de agosto sob o ponto de vista das crianças?


PAULO NADER - A campanha de vacinação contra a rubéola é de extrema importância para as crianças brasileiras. Enquanto presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), eu tenho a certeza de que haverá uma redução drástica no número de crianças que nascerão com rubéola congênita, contribuindo para uma queda, principalmente nas seqüelas desta doença.

AGÊNCIA SAÚDE – O número de mortes por rubéola é relativamente pequeno. Entre 1990 e 2006, foram registrados 19 óbitos no país por causa da doença. Mas a rubéola deixa outras vítimas pelo caminho: a infecção durante a gravidez que causa a Síndrome de Rubéola Congênita (SRC), responsável por danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.


NADER - Os dados de mortalidade registrados por rubéola congênita realmente são pequenos. Porém, muitos casos de abortamento podem estar ocorrendo por infecções de gestantes não protegidas. Nossa preocupação maior é com as conseqüências da rubéola congênita. Muitos dos casos de surdez irreversíveis são em conseqüência das infecções congênitas por rubéola. Os custos com essas crianças na área da educação e socialização são altíssimos. Em alguns casos, a surdez pode ocorrer anos após (na idade adulta). Já nos casos de cegueira por catarata congênita, há a necessidade de intervenção precoce especializada. As lesões de retina também ocorrem, levando a danos permanentes. Em muitos casos, a cegueira é irreversível. Nos casos de cardiopatia congênita, os danos só poderão ser corrigidos cirurgicamente, com risco alto de mortalidade. Além disso, várias crianças apresentam dano neurológico por encefalite, em 20% dos casos. Essas lesões levam a retardo mental e paralisia cerebral. Ao evitarmos a doença por meio da vacinação, reduziremos drasticamente os números de crianças seqüeladas, melhorando a qualidade de vida da população.

AGÊNCIA SAÚDE – Quais são os perigos para a saúde de quem contrai o vírus da rubéola?


NADER - Nas crianças, a doença pode causar febre, aumento dos gânglios, dor articular e raramente encefalite. O grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto. É quando ocorre a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), com danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.

AGÊNCIA SAÚDE – Por que mesmo quem já foi vacinado deve tomar a vacina novamente?


NADER - Esta nova dose irá garantir uma maior proteção.

AGÊNCIA SAÚDE – Embora a campanha seja focada na população de 12 a 39 anos, quais podem ser as reações adversas (efeitos colaterais) para as crianças ao tomarem a vacina, já a que a mesma está incluída no calendário da vacinação?


NADER – Normalmente, não existem efeitos colaterais maiores nas crianças vacinadas contra rubéola. Algumas podem apresentar um pouco de febre. Outras manifestações são realmente muito raras.

AGÊNCIA SAÚDE – Existe alguma relação entre o uso da vacina e a possibilidade de causar infertilidade?


NADER - Não existe nenhum registro na literatura médica mostrando que o uso da vacina da rubéola cause infertilidade. Essa informação não procede.

AGÊNCIA SAÚDE – Por que é considerada importante a participação do público masculino na campanha? Como sensibilizar os homens a se vacinarem?


NADER - A vacinação dos homens irá aumentar ainda mais a chance de ser eliminada a rubéola no nosso país. Não só a congênita, mas também a adquirida em crianças e adultos. A vacinação dos homens também diminui a chance das mulheres que não forem vacinadas de adquirirem a doença na gestação.

AGÊNCIA SAÚDE – Mulheres grávidas podem tomar a vacina? Se ela tomar e só depois descobrir que está grávida, o que fazer?


NADER - A vacina da rubéola é contra-indicada na gestação por ser feita com vírus atenuado. No entanto, se ela for vacinada acidentalmente, o Sistema de Vigilância Epidemiológica orienta essas mães e promove um controle durante a gestação. Nestes casos, o Posto de Saúde sabe como encaminhar estas gestantes.



Fonte: www.saude.gov.br

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Concurso público

Ministério da Saúde abre inscrições para 900 vagas
Cargo é de agente administrativo, com salário de R$ 1.814,95.
O candidato deve ter nível médio de escolaridade. A maior parte das vagas é para o Distrito Federal – 600 -, e há oportunidades em 25 estados.

Para mais informações, clique aqui

Fonte:

9 de setembro

Dia do Médico Veterinário


Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante.'
Santo Agostinho, As Confissões, XI, 20.

Aos colegas e amigos Médicos veterinários um abraço e parabéns por nosso dia.
Uma singela homenagem do Blog da Saúde


Informações sobre a tela
Autor: Perez ( Oil on Canvas )
U.S. National Library of Medicine

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Segurança

"Segurança é coisa séria"

Informa o consumidor sobre os riscos do uso do álcool com fins doméstico e incentiva o combate ao uso do produto com fins domésticos. Milhares de pessoas – entre elas crianças - são vítimas de queimaduras provocadas por acidentes com álcool.

saiba mais

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Repassando




Gostaria de informar o novo endereço da UBSF TAIAMAN II:

Rua Diabase 297

Temos as atividades de grupo:
  • Gestantes
  • Hipertensos e diabéticos
  • Puericultura
  • Grupo de caminhada entre outras atividades

    Venham conhecer nosso PSF!






    Enfermeira
  • Prevenção da gripe

    Substância em frutas e verduras previne gripe



    Uma substância chamada quercetina, naturalmente encontrada em frutas e outros vegetais, incluindo cebolas, uvas, chás, brócolis e vinho tinto, pode ajudar a prevenir gripes, segundo um estudo publicado pela Sociedade Americana de Fisiologia. Em testes com ratos, os pesquisadores observaram que os animais que consumiram a substância eram menos propensos a contraírem a gripe após serem expostos ao vírus H1N1.

    O estudo mostrou também que a prática de exercícios extenuantes pode aumentar a suscetibilidade a ter gripe (91% de chances entre os ratos que se exercitaram até a fadiga durante três dias, contra 63% dos outros), mas o componente da fruta também anularia esse efeito negativo. Um estudo recente com humanos indicou que o consumo da mesma substância reduzia os riscos de doença após três dias de exercícios exaustivos. Mais estudos são necessários.


    Fonte: http://blogboasaude.zip.net



    Nota do Blog da Saúde

    E não é que nossos avós disso já sabiam há tempos!

    Anencefalia

    Sus pode dar acesso universal a exame de anencefalia
    SUS tem condições de dar acesso universal a exame que diagnostica anencefalia, diz Ministro da Saúde

    Na terceira audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal) para discutir o direito à interrupção da gravidez em casos de fetos anencéfalos, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o SUS (Sistema Único de Saúde) tem plena capacidade de dar acesso universal à ecografia, exame necessário ao diagnóstico desses casos de gravidez.

    "Quase todos os países democráticos permitem a anteciapação do parto nesses casos", disse Temporão, ao defender a possibilidade de mulheres poderem decidir se querem ou não continuar a gestação. O ministro foi o primeiro a falar na audiência de hoje no STF.

    O ministro leu um discurso expondo praticamente a mesma posição das entidades médicas ouvidas pelo STF na semana passada. Para eles, o aborto é uma situação totalmente disitinta, pois pressupõe vida. Para o ministro, "a mulher [grávida de fetos anencéfalos] vive uma situação brutal, cruel, sabendo que carrega no ventre uma vida que não terá continuidade".

    Segundo ele, as mulheres que desejam manter a gravidez nesses casos, terão seu direito garantido. "Essa deve ser uma decisão soberana da mulher". O ministro também foi contra o argumento de que a anencefalia seria uma deficiência como as outras, pois nesses casos há a morte logo após o nascimento em todos dos casos. Ainda serão ouvidos nesta quinta-feira mais oito representantes de sociedades civis.

    Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br

    quinta-feira, 4 de setembro de 2008

    Morcegos

    Recebemos muitas solicitações de envio de nossas animações sobre morcegos para serem usadas em atividades de educação ambiental.
    Até então não conseguia uma forma de enviar os arquivos pois a extensão .EXE não é aceita por motivos de segurança pelos provedores de e-mail, e com razão, pois muitos arquivos assim terminados são vírus.

    Depois de tentar salvar as animações como vídeos para Midia Player, sem sucesso, surgiu outra ideia. Um pouco trabalhosa confesso mas seguindo-se os passo-a-passo abaixo consegue-se salvar e usar.

    Até que seja possível outra maneira mais fácil (aceito sugestões) é a única maneira que encontrei de disponibilizar as animações
    Bom proveito e bom uso.
    É isso, boa sorte

    Clique nos links abaixo, é lá que se encontram "hospedadas" as animações, baixe uma de cada vez e repita o processo abaixo descrito nas imagens.

    Detalhe importante:
    Os arquivos só ficam disponíveis 21 dias depois de lá colocados
    .

  • Noctilio (pescador) http://www.gigasize.com/get.php?d=388qcr6jm1b
  • Morcego insetivoro http://www.gigasize.com/get.php?d=ltgm3tz9xsd
  • Morcego frugívoro http://www.gigasize.com/get.php?d=5msoo8fp0cb
  • Morcego hematófago http://www.gigasize.com/get.php?d=3zdm91koy8b

    Para visualizar melhor os quadros abaixo, clique para ampliar










    Qualquer dúvida ou problema escreva para whstutz@gmail.com
  • CRICS8

    CRICS8: convergência da inovação em informação, conhecimento e saúde



    A ser realizado no Rio de Janeiro, o 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde (CRICS8) apresentará o estado da arte nos campos da informação e comunicação científica e técnica para a inovação em saúde.


    O CRICS8 será precedido pela 5ª Reunião de Coordenação Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS5) que celebrará 10 anos do seu lançamento e operação com uma avaliação coletiva dos seus avanços e desafios futurosO CRICS8 acontecerá entre 16 e 19 de setembro de 2008, organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ministério da Saúde do Brasil e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS).

    O programa científico foi organizado em torno à convergência dos processos de inovação em saúde, informação e conhecimento científico. Serão abordados criticamente os principais temas contemporâneos relacionados com o desenvolvimento da saúde e a democratização do acesso à informação e intercâmbio de conhecimento científico em saúde.

    Pesquisadores e especialistas analisarão a globalização da saúde e dos fluxos de informação, os sistemas de saúde e a incorporação das evidências científicas, o avanço nas capacidades e infraestruturas de informação com novas mediações e estruturas, os espaços públicos de informação e acesso aberto ao conhecimento científico, as redes sociais e os processos de inclusão social com alfabetização informacional e diversidade cultural.

    Previamente ao CRICS8, de 14 a 16 de setembro, uma série de encontros na BVS5 marcam o início das atividades direcionadas à gestão de informação, conhecimento, evidências e comunicação científica e educação em saúde, contemplando encontros de redes nacionais, globais como SciELO (Scientific Electronic Library Online), ScienTI (Rede Internacional de Fontes de Informação e Conhecimento para a Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação), Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP) e também as redes promovidas e coordenadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com a participação ativa da BIREME, como a Global Health Library (GHL), a ePORTUGUÊSe, a TropIKA.net e a EVIPNet.

    Com a sessão solene de abertura seguida de conferência magna, no inicio da noite do dia 16 de setembro têm início as atividades do CRICS8. O extenso programa científico, composto por 11 painéis e mais de 30 painelistas convidados desta edição do congresso será realizado sob o tema Informação e Conhecimento Científico para a Inovação em Saúde, visando abordar a função crítica que a informação e o conhecimento científico representam no processo de geração, adoção e adaptação da inovação no desenvolvimento social e econômico, particularmente em sistemas e serviços de saúde.

    O programa científico do congresso inclui também sessão de pôsteres, cursos, exposições entre outras atividades sociais e culturais. De acordo com a Comissão Organizadora do CRICS8, estão previstos mais de 800 participantes de mais de 45 países, profissionais e cidadãos representando organizações, autoridades, gestores, políticos, pesquisadores, em prol da democratização do acesso à informação e conhecimento científico.

    A sessão de pôsteres registra a aceitação de cerca de 400 resumos de trabalhos, divididos entre os eixos temáticos que abordam o estado da arte e os desafios que enfrentam os países em desenvolvimento em torno da gestão de informação e conhecimento científico, em prol da inovação em saúde. "Disseminação do conhecimento, inclusão social e democracia" foi o eixo temático que mais recebeu resumos, 111 no total, seguido de "Informação e conhecimento científico para a inovação em saúde", com 85 trabalhos e "Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e convergências", com 84 resumos.

    O CRICS se constitui atualmente como um dos mais importantes e consolidados congressos internacionais em informação científica e técnica. Periodicamente o congresso aborda o estado da arte internacional nas áreas de gestão de informação, conhecimento e evidências científicas, incluíndo comunicação científica, biblioteconomia, ciência da informação, metodologias e tecnologias de informação e suas aplicações nos sistemas nacionais de pesquisa, educação e atenção à saúde.


    Continuação >>>


    Publicado por: BIREME/OPS/OMS 15.08.2008 14:41:59 hAtualizado por: BIREME/OPS/OMS 01.09.2008 11:56:39 h