Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

whstutz@gmail.com



Este Blog é independente, sem vínculo oficial com instituição alguma.
Todos
estão convidados a contribuir com informações de interesse coletivo.





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Leishmaniose

Médicos sem Fronteira (MSF) tratou mais de 4,2 mil pessoas com leishmaniose em 2007. Ao total, desde 1989, foram 80 mil pacientes da doença assistidos pela organização.

A leishmaniose é uma doença parasítica endêmica em 88 países, chegando a afetar 12 milhões de pessoas. Afeta principalmente áreas pobres e remotas, onde o acesso a cuidados médicos e a medicamentos a preços acessíveis é limitado.

Ocasionalmente, a leishmaniose eclode como epidemia, especialmente quando populações nunca expostas à doença são empurradas, por conflitos ou pela fome, à áreas endêmicas devido a. O parasita que causa a enfermidade, a leishmania, é transmitida pela picada de mosquitos.

Em sua forma mais grave, a leishmaniose visceral ou Calazar, o parasita ataca órgãos como o fígado e o baço. Também afeta o sistema imunológico, sendo fatal para quase 100% dos pacientes. Mais de 90% dos casos de leishmaniose visceral são registrados em cinco países: Brasil, Bangladesh, Índia, Nepal e Sudão.

Os testes para diagnóstico da doença são invasivos e potencialmente perigosos, requisitando laboratórios e técnicos especializados - que nem sempre podem ser encontrados nas regiões mais pobres. Com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem ser curados. Mas a maioria dos remédios disponíveis também representam dificuldades: exigem um tratamento longo (30 dias), tem alto custo e toxidade. A resistência à medicação também é um problema, especialmente na Índia, onde 65% dos pacientes estão infectados com a leishmania mais resistente.

Desde 1989 MSF tratou mais de 80 mil pacientes com Calazar. A organização também advoga pelo desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e medicamentos mais baratos para tratar essa doença negligenciada.

Fonte: Médicos sem Fronteira

Leia mais sobre leishmaniose:

Portal da Saúde (Manual de vigilância de Leishmaniose - MS,  em pdf )