Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

whstutz@gmail.com



Este Blog é independente, sem vínculo oficial com instituição alguma.
Todos
estão convidados a contribuir com informações de interesse coletivo.





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Monarquia múltipla

Formigueiros na Ilha do Cardoso têm até 12 rainhas por colônia

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – O imaginário popular de que um formigueiro é composto por uma única rainha, que reina pacificamente sobre um exército de operárias, está longe da realidade das colônias da espécie Odontomachus hastatus.

Estudos realizados por pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) demonstram que colônias dessa espécie de formiga podem ter mais de uma rainha, que, com a escassez de lugares adequados para fundar colônias, fazem alianças para garantir sua sobrevivência e formar o maior exército possível de operárias. Após consolidar a colônia, porém, elas estabelecem uma hierarquia, por meio de lutas ritualizadas, na qual uma se sagra a rainha-alfa e assume a tarefa de pôr a maior quantidade de ovos.

As rainhas perdedoras se tornam subalternas e, apesar de também serem fecundadas, são obrigadas a pôr menos ovos do que a rainha-alfa e a desempenhar a função de operárias.

“Quando pensamos em uma colônia de insetos sociais, como as formigas, que vivem em ninhos, é comum achar que se trata de uma organização harmônica, na qual há uma divisão bem definida de trabalho em que uma única rainha tem função reprodutiva. É contra nossa intuição imaginar que, em um formigueiro, existam alianças seguidas de conflitos nos quais uma formiga rainha bate na outra de forma ritualizada e a inibe de se reproduzir para se tornar a rainha-alfa, como pudemos observar durante a série de estudos”, disse Paulo Sérgio Oliveira, professor do IB e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.