Secretaria Municipal de Saúde






Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.

Artigo Artigo XXV da Declaração Universal de Direitos Humanos



Saúde, Ciência, Pesquisa, Arte, Cultura, nossa gente da SMS, e o que mais possa interessar.



Organizado por William H Stutz

Veterinário Sanitarista

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Doença Falciforme

Quatorze profissionais da saúde de Uberlândia foram capacitados no projeto “Doença Falciforme: Linha de Cuidados na Atenção Primária à Saúde”. A equipe de avaliação e monitoramento deste projeto apresentou os resultados alcançados pelos profissionais aprovados no curso e a proposta de replicação dos conhecimentos adquiridos nas unidades de atendimento.

De acordo com a coordenadora do Programa de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme em Uberlândia, Clenize das Graças, a capacitação oferecida pelo curso contribuiu para a reflexão crítica dos profissionais na atenção primaria à saúde. “A participação da prefeitura em projetos como estes reafirmam o compromisso que a gestão tem com o paciente e com a educação, promovendo a capacitação para assistência integral nos casos de doença falciforme” disse a coordenadora.

A doença falciforme é hereditária e resulta de uma modificação genética no gene (DNA) que ao invés de produzir o pigmento chamado hemoglobina (hb). A dentro dos glóbulos vermelhos ou hemácias, produz outra denominada S (Hbs).

O diagnóstico é feito com o teste do pezinho na primeira semana de vida ou com exame sanguíneo a partir dos 4 meses de vida. Em Uberlândia, já foram registrados 409 casos no serviço de referencia ambulatorial. As pessoas com diagnóstico confirmado de doença falciforme devem ser cadastradas no serviço de referência e receber orientações médicas conforme protocolo estabelecido no Ministério da Saúde.

Fonte: Portal da PMU

Artigo científico

Nossa querida amiga e ex-colega de SMS, Eugênia M.S. Rodrigues,  Gena, hoje militando na Organização Pan-americana de Saúde em Washington DC nos envia artigo científico de sua autoria sobre mortalidade entre usuários de motocicletas nas Américas.

Em inglês é claro. Caso ainda não saiba a língua de Edgar Allan Poe, de William Shakespeare, Paul McCartney, do pessoal do Jethro Tull   certamente está perdendo o melhor que a ciência mundial, as mais conceituadas fontes de  informação, as artes, em particular a literatura, teatro e cinema  está produzindo. Sempre é hora de começar a aprender e ampliar horizontes. Boa leitura.



Trends in fatal motorcycle injuries in the Americas, 1998–2010

Eugênia M.S. Rodrigues (a), Andrés Villavecesb, Antonio Sanhuezaa & José A. Escamilla-Cejudoa

Abstract

Injuries, disabilities and deaths among motorcyclists have been rising worldwide but what is happening in the American Continent is not completely known. Deaths from motorcycle crashes of the Pan American Health Organization database (PAHO/WHO, 1998–2010) were included in an ecologic multi-national study to quantify the temporal trends and to estimate the association between motorcycle riders’ deaths and selected socio-economic indicators. Mortality rates increased in all sub-regions. The highest increase was reported in the countries of the Andean sub-region (Ecuador, 78.3%) and Mesoamerica (Costa Rica, 60.0%). Poorer countries fared worse in terms of motorcycle mortality relative to richer countries, as did more unequal ones. Recent economic changes, rapid increment of motorisation rates, affordability of motorcycles over public transportation, lack of adequate public transportation policies and other insufficient measures aimed at improving safety can explain these trends.





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Dia Mundial sem Tabaco



Em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, a Secretaria Municipal Antidrogas e de Defesa Social fará uma série de ações educativas, como distribuição de informativos, orientações sobre o Programa de Tabagismo do Ministério da Saúde, aplicação de teste de dependência à nicotina e o lançamento da campanha "Troque seu cigarro por uma fruta". As ações acontecem nesta quarta-feira (29) das 12h às 17h, no Centro Administrativo, e tem como objetivo alertar a população para os malefícios do tabaco, bem como sensibilizar para a necessidade de proteger as pessoas que não fumam do tabagismo passivo.

A secretária Antidrogas e de Defesa Social, Flávia Carvalho, acredita que ações como estas são importantes para conscientização da população, já que as estatísticas apontam que o tabagismo mata 200 mil pessoas a cada ano no país. "Mais do que a vontade, o fumante precisa de estímulos para conseguir parar de fumar. Por isso, a Secretaria Antidrogas estará promovendo essas ações de combate ao tabaco". Ainda segundo a secretária, o Brasil, de maneira pioneira, passou a adotar políticas bastante consistentes de combate ao tabagismo. "A redução do percentual de fumantes de 16,2% para 14,8% é resultado de uma política nacional de controle do tabagismo implementada no país desde o início da década de 1980, que teve como estratégias principais medidas legislativas, educacionais, regulamentação dos produtos do tabaco e oferta de tratamento para cessação do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS)", disse.

Até 2022, o Ministério da Saúde tem a meta de reduzir a proporção de fumantes na população adulta de 14,8% para 9%. Outra medida que está prestes a vigorar é o aumento das alíquotas dos impostos para 85% e preço mínimo do cigarro em decreto a ser assinado pela presidenta Dilma Rousseff.

Portal da PMU  www.uberlandia.mg.gov.br

terça-feira, 28 de maio de 2013

Crise financeira mundial e saúde

Crise financeira mundial e saúde: os desafios dos sistemas públicos de saúde no mundo


Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promove no dia 13 de junho o seminário internacional “Crise financeira mundial e saúde: os desafios dos sistemas públicos de saúde no mundo”, no âmbito dos Fóruns Permanentes.

O objetivo dos organizadores é promover a discussão com a comunidade acadêmica brasileira e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre os desafios dos sistemas públicos de saúde em uma perspectiva global e comparativa.

Voltado a professores, alunos e pesquisadores da Saúde Coletiva, trabalhadores do SUS e representantes de Conselhos de Saúde, o evento conta com o apoio da pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O seminário também busca integrar pesquisadores brasileiros, americanos e espanhóis para estimular pesquisas multicêntricas e transnacionais.

Mais informações e a programação no site foruns.bc.unicamp.br/foruns

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Doença de gato

Aumentam casos de doença transmitida por gato no Rio de Janeiro

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informou que, nos últimos 15 anos, 4 mil pessoas contraíram no estado a esporotricose, doença transmitida por gatos, que causa feridas na pele que não cicatrizam. Elas foram tratadas na instituição. O agente causador é o fungo Sporothrix schenckii, transmitido devido à falta de assistência veterinária e controle de profilaxia do animal.

A maioria dos casos é de moradores de municípios da Baixada Fluminense e, mais recentemente tem acometido pessoas da zona oeste do Rio. Classicamente, a doença, também conhecida como doença do jardineiro, é adquirida por meio de materiais contaminados e atinge principalmente jardineiros, agricultores e floristas.

De acordo com o médico Antonio Carlos Francesconi-do-Valle, pesquisador da Fiocruz, a doença já foi considerada rara no estado, mas nos últimos anos o Ipec constatou um número alto de gatos contaminados.

"A equipe do Ipec verificou que cerca de 85% dos pacientes não contraíram a doença pela forma clássica e, sim, por meio de mordidas, arranhões ou outros contatos com gatos doentes. O dado chama a atenção, porque durante muito tempo a esporotricose felina foi considerada rara. Porém, nos últimos sete anos, foram diagnosticados no Ipec mais de 1.500 gatos com esporotricose provenientes do Rio".

De acordo com o dermatologista, o paciente com sintomas da esporotricose deve procurar um posto médico e iniciar o tratamento nas unidades que oferecem esse tipo de tratamento.

“Primeiramente não devemos falar que os gatos são os grandes vilões. A doença pode pegar em humanos por meio de contato com animais ou pelo solo contaminado. Para ser contaminado precisa ter um agravo, seja um furo ou uma arranhadura na pele. O paciente diagnosticado precisa tomar um medicamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde [SUS] e se submeter a um tratamento de, no mínimo, três meses”, disse Francesconi.

Para o pesquisador, as lesões causadas pela doença, dependendo da área do corpo, deixam a pessoa com a autoestima baixa, pois “os nódulos aparentes são feios, parecidos com um tecido cicatricial”. Segundo ele, a lesão na pele começa como um pequeno caroço avermelhado, que, com o passar do tempo, fica mole, libera uma secreção purulenta e se transforma em uma ferida. A ferida, que quase sempre aparece nas mãos, braços ou pernas, pode originar outras, em uma espécie de rastro a partir da lesão inicial.

Nos pacientes atendidos no Ipec, de acordo Francesconi, têm sido observadas manifestações raras de esporotricose, como feridas com múltiplas localizações, inclusive com vários trajetos, e lesões nas mucosas da boca, do nariz e dos olhos. Entre as unidades de saúde que oferecem atendimento estão a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz.



Edição: Aécio Amado